Empresários e personalidades lançam manifesto por apuração no STF

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O apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e outros 155 brasileiros divulgaram nesta quarta-feira (9) o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”, que cobra uma apuração ampla sobre os fatos relacionados à atual crise institucional.

O documento é acompanhado por uma petição pública aberta à adesão de outros cidadãos e defende que as instituições investiguem de forma completa os episódios que envolvem integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), da Polícia Federal, do Ministério Público, do Congresso Nacional e grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo os signatários, a apuração deve ocorrer com urgência porque o país está a poucas semanas das eleições. O manifesto sustenta que os acontecimentos revelados recentemente não podem ser tratados como episódios isolados.

“As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, afirmam os autores.

A iniciativa dá continuidade a uma manifestação divulgada em 16 de dezembro de 2025, quando um grupo semelhante defendeu a criação de um código de conduta para integrantes da Suprema Corte. Na ocasião, os signatários encerraram o documento com a avaliação de que a medida “É oportuno, é necessário e não se pode mais esperar”.




Agora, o grupo afirma que a dimensão dos fatos tornou necessária uma cobrança mais ampla por parte da sociedade.

Um dos principais pontos do novo manifesto é a investigação envolvendo o Banco Master. Para os signatários, as informações que vieram a público provocaram dúvidas sobre a independência das instituições responsáveis por decisões judiciais, investigações e mecanismos de controle.

“O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.”




O grupo apresenta três reivindicações principais às instituições brasileiras:

1. Apuração completa, célere e independente dos fatos e das eventuais responsabilidades;

2. Afastamento cautelar de pessoas que venham a ser formalmente investigadas;

3. Criação de um código de conduta vinculante para as cortes superiores e para os órgãos responsáveis por investigação e acusação.

Os signatários afirmam que a proposta não está direcionada a um grupo político específico, mas à necessidade de preservar a credibilidade das instituições e a aplicação igualitária da lei.




A lista reúne representantes de diferentes setores da sociedade, incluindo empresários, integrantes da sociedade civil, juristas e acadêmicos.

Entre os nomes estão as economistas Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi e Elena Landau; o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco; o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega; o compositor Nelson Motta; e o ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente.

O manifesto também disponibiliza uma petição pública para que outros cidadãos possam aderir às reivindicações apresentadas pelo grupo. Veja a íntegra do manifesto e a lista de quem o assinou:

“PELA LEI E PELO BRASIL

Manifesto pela integridade das instituições e dos Três Poderes

Em dezembro de 2025, uma manifestação que recebeu amplo apoio da sociedade exigia urgência na adoção de um Código de Conduta para o STF e concluía com três afirmações: é oportuno, é necessário e não se pode mais esperar.

As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais.




As menções alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-Presidente da República e do atual, os dois polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e responsabilidades, com todas as garantias do devido processo.

O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.

Não assinamos contra pessoas.

Assinamos em favor das instituições, em favor do Brasil e da regra de ouro que sustenta uma república e a democracia: ninguém pode estar acima da lei.

Brasil, setembro de 2026

Aldemir Drummond

Alexandra S. de Vasconcelos Segatin

Aloísio Araújo Álvaro de Souza

Amaury G. Bier

Ana Beatriz Macedo da Costa

Ana Carla Abrão

Ana Couto

Ana Fontes

Ana Maria Diniz

Ana Paula Machado Pessoa




Ana Paula Vescovi

André Lara Resende

Anelise Lara

Antônio Angelo Faragone

Antônio Carlos Pipponzi

Antônio Kandir

Antônio Matias

Arminio Fraga

Betânia Tanure

Candido Botelho Bracher

Carla Schmitzberger

Carolina Etlin

Clarissa Lins

Cláudio Coutinho Mendes

Cláudio L. S. Haddad

Cláudio Manoel

Clóvis Carvalho

Conrado Hübner Mendes

Corrado Varoli

Cristina Pinotti

Daniel Slaviero

Daniella Raimundo

David Zylbersztajn

Denis Mizne

Diego Barreto

Eduardo Bartolomeo

Eduardo de Almeida Pires Filho




Eduardo Mufarej

Eduardo Muylaert

Eduardo Sirotsky Melzer

Eduardo Vassimon

Elena Landau

Eliane Aleixo Lustosa

Eloise Torres Amado

Eugênio Mattar

Fábio C. Barbosa

Fábio Magalhães

Fábio Penteado Rodrigues

Fernando Reinach

Fersen Lambranho

Flávio Martins Rodrigues

Francisco de Costa e Silva

Frederico Trajano

Georges Grego

Gerald Reiss

Grupo “Mulheres do Brasil”




Guilherme Leal

Guilherme Passos

Gustavo Franco

Gustavo Ioschpe

Helena Barros

Hélio Mattar

Hélio Zylberstajn

Henri Philippe Reichstul

Horácio Lafer Piva

Irina Bullara

Jackson Schneider

Jacow Grajew

Jair Ribeiro

Jayme Garfinkel

Jean-Marc Etlin




Jessika Moreira

João Amoêdo

João Fernando G. Oliveira

João Laudo de Camargo

João Roberto Teixeira

Jorge Forbes

José César (Zeca) Martins

José Galló

José Luiz Alquéres

José Luiz Freire

José Márcio Camargo

José Pio Borges

José Roberto Ópice

José Vicente

Levindo O. Coelho Santos

Lourdes Sola

Luciano Huck

Luiz Chrysostomo

Luiza Helena Trajano

Lygia Pereira

Mailson da Nóbrega

Manuel Thedim

Marcello Brito

Marcelo André Lajchter

Marcelo Barbará

Marcelo Costa de Oliveira

Marcelo Kayath

Marcelo Madureira

Marcelo Mesquita

Marcelo P. L. Medeiros

Marcelo Silva

Marcos da Veiga Pereira

Marcos Knobel

Maria Helena Guimarães de Castro

Maria Isabel Bocater

Maria Silvia Bastos Marques

Martus Tavares




Maurício Lafer Chaves

Maurizio Mauro

Mauro Guizelini

Mayana Zatz

Mônica Rennó

Nelson Motta

Nildemar Secches

Oded Grajew

Oscar Ferreira da Silva

Oskar Metsavaht

Patrice Etlin

Paulo Hartung

Paulo Kakinoff

Paulo Niemeyer

Paulo Paiva

Paulo Sérgio Galvão

Pedro Bueno Pedro de Camargo Neto

Pedro Luiz Barreiros Passos

Pedro Parente

Pedro Wongtschowski

Persio Arida

Raul Cutait

Raul Trejos

Regina Esteves




Renato Fragelli Cardoso

Renato Klarnet

Ricardo Piquet

Ricardo Steinbruch

Roberto Castello Branco

Roberto Luiz Leme Klabin

Rodrigo Galindo

Sérgio Mindlin

Sérgio Ribeiro da Costa Werlang

Sílvio Meira

Sônia Hess

Tanit Galdeano

Teresa R. Bracher

Teresa Vendramini

Tomás da Veiga Pereira

Verena Alves Peixoto

Verônica Rezende Coelho

Vicky Bloch

Vinícius Carrasco

Walter Schalka

Wanda Engel

Wilson Ferreira Junior

Wolff Klabin”

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