O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) embarca nesta terça-feira (16) para mais uma visita a Washington, com o objetivo de intensificar os apelos por medidas do governo americano contra autoridades brasileiras, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a colunista Mariana Sanches, do UOL, Eduardo terá reuniões com membros do Departamento de Estado, incluindo o conselheiro-sênior Ricardo Pita, do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental.
Também existe a expectativa de um possível encontro na Casa Branca. A estadia na capital americana deve durar dois dias e contará com a presença do comentarista político Paulo Figueiredo.
De acordo com a reportagem, Eduardo não tratará da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada na semana passada pelo governo de Donald Trump. O foco da missão continua sendo a mobilização de apoio internacional para pressionar por anistia e buscar sanções contra membros do Judiciário brasileiro.
Essa articulação é prioridade para Eduardo há pelo menos seis meses, período em que se afastou das atividades legislativas na Câmara para se dedicar exclusivamente a essa causa.
O nome mais importante da agenda é Ricardo Pita, figura influente no Departamento de Estado e responsável por articular sanções internacionais com base na chamada Lei Global Magnitsky.
Pita é conhecido por ter defendido a aplicação de sanções contra Alexandre de Moraes durante o governo Trump e também por seu papel na imposição de medidas contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner.
De origem venezuelana, o diplomata esteve no Brasil no início do ano e chegou a visitar Jair Bolsonaro, o que causou desconforto entre autoridades do governo Lula.
Na véspera da chegada de Eduardo a Washington, o subsecretário de Diplomacia Pública para o Hemisfério Ocidental, Darren Beattie, voltou a se manifestar nas redes sociais com críticas ao governo brasileiro. “Vamos acompanhar atentamente”, escreveu, referindo-se ao que chamou de “maus tratos” contra Bolsonaro por parte de Moraes e do presidente Lula. (Foto: reprodução redes sociais; Fonte: UOL)
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