A produção vinícola brasileira celebrou um feito inédito em 2025: o Isabela Syrah 2023, da Vinícola Maria Maria, localizada no município de Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, conquistou a única medalha de ouro do Brasil no Decanter World Wine Awards, uma das maiores competições de vinhos do planeta.
Com 96 pontos, o rótulo mineiro não apenas alcançou o topo entre os representantes brasileiros, como também se tornou o mais bem pontuado do país em toda a história da premiação.
Elaborado exclusivamente com uvas Syrah cultivadas na Fazenda Capetinga, o vinho é fruto da colheita de inverno — prática viabilizada pela técnica da dupla poda, que inverte o ciclo natural da videira para evitar chuvas e aprimorar a qualidade da fruta.
Batizado em homenagem à enóloga da vinícola, Isabela Peregrino, o vinho foi produzido sem uso de barricas de carvalho, visando preservar as características do terroir da região.
“Nosso objetivo foi permitir que o terroir do Sul de Minas se manifestasse da forma mais pura possível. A ausência de madeira revela a intensidade da fruta, com notas de frutas vermelhas e negras maduras, um toque de couro e as especiarias características da Syrah cultivada aqui, como pimenta-do-reino, cravo e canela”, destacou Isabela.
A edição 2025 do Decanter World Wine Awards recebeu mais de 17 mil amostras de vinhos oriundos de 57 países. Um júri formado por 248 especialistas internacionais realizou provas às cegas durante o mês de maio, com os resultados divulgados no fim de junho.
No total, o Brasil acumulou 145 premiações, sendo 1 medalha de ouro, 48 de prata e 96 de bronze. Para obter ouro, um rótulo precisa pontuar entre 95 e 100; prata exige de 90 a 94 pontos; e bronze, de 86 a 89.
Apesar da conquista individual de destaque, o Brasil ainda está distante dos líderes da premiação. França, Itália e Espanha dominaram o ranking, com 3.200, 2.204 e 2.025 medalhas, respectivamente. A Argentina, com 428 premiações, e o Chile, com 334, também tiveram grande desempenho, figurando entre os 10 países mais condecorados.
Além disso, rótulos argentinos e chilenos entraram na cobiçada categoria “Best in Show”, que seleciona os 50 melhores vinhos da competição — uma meta que o Brasil ainda persegue. (Foto: divulgação; Fonte: CNN)
E mais:
Ministro de Lula diz que retaliações a EUA não serão apenas econômicas
The New York Times: Tarifa contra o Brasil foi decisão pessoal de Trump para punir Lula

