Miguel Uribe Turbay, senador colombiano e candidato à presidência, morreu aos 47 anos em Bogotá, dois meses após ser baleado em um ataque durante um comício.
O político, uma figura nacional proeminente, ficou gravemente ferido em 7 de junho, quando um atirador abriu fogo contra ele em um bairro central da capital.
Levado às pressas para o hospital, passou por várias cirurgias para conter os ferimentos causados pelas balas, mas seu estado de saúde nunca melhorou de fato. Nos últimos dias, segundo fontes médicas, uma hemorragia cerebral agravou ainda mais seu quadro, tornando inúteis todos os esforços para salvá-lo.
O ataque de 7 de junho em Bogotá
O atentado contra Miguel Uribe Turbay ocorreu na tarde de 7 de junho, durante um comício de campanha eleitoral para as eleições presidenciais colombianas. O candidato discursava para um grupo de apoiadores quando um agressor disparou vários tiros. Os disparos o atingiram no peito e no abdômen, causando ferimentos graves. A polícia prendeu imediatamente um suspeito, mas a motivação do crime ainda está sendo investigada.
Os dois meses de luta no hospital
Após o ataque, Uribe Turbay foi internado na UTI do Centro Médico de la Sabana. A cirurgia estabilizou temporariamente seu estado, mas sua recuperação foi complexa. Fontes do hospital relataram que o político sofreu danos extensos em múltiplos órgãos internos. No início de agosto, uma hemorragia cerebral agravou ainda mais seu quadro, reduzindo suas chances de recuperação. Ele foi declarado morto na manhã de 11 de agosto.
A trajetória política de Uribe Turbay
Nascido em 1978, em Bogotá, Miguel Uribe Turbay veio de uma família com longa tradição política. Ele era neto de Julio César Turbay Ayala (Partido Liberal), que governou o país entre 1978 e 1982, e faleceu em 2005. Já a avó, Nydia Quintero de Balcázar, é a fundadora da organização “Solidaridad por Colombia”.
Sua mãe, Diana Turbay, era jornalista e senadora, morta em 1991 durante uma tentativa de resgate após ser sequestrada pelas FARC.
Graduado em direito, com pós-graduação no exterior, Uribe iniciou sua carreira como secretário do governo de Bogotá, destacando-se com iniciativas em segurança urbana e gestão administrativa.
Eleito senador em 2022, consolidou-se como representante da centro-direita colombiana, próximo de posições econômicas liberais e firme no combate ao crime organizado. Suas prioridades políticas incluíam a reforma da justiça, o fortalecimento da aplicação da lei e políticas de crescimento econômico baseadas em investimento estrangeiro.
Sua candidatura presidencial, anunciada para 2024, buscava apresentar-se como uma alternativa moderada à polarização política do país.
Embora as autoridades ainda não tenham estabelecido um motivo claro para o ataque, investigadores e analistas especulam possíveis ligações com sua postura intransigente contra grupos criminosos e redes de tráfico de drogas, ou com tensões surgidas durante a campanha eleitoral. As autoridades mantêm sigilo máximo sobre as pistas para não comprometer as investigações.
A notícia de sua morte provocou uma onda de reações em todo o país. O presidente colombiano expressou “profunda tristeza” pela perda de “um homem de serviço público que acreditava no futuro da Colômbia”. Diversas figuras políticas, tanto do partido governista quanto da oposição, lembraram-se do senador como uma figura de diálogo e compromisso cívico. Sua esposa, em um breve comunicado, agradeceu à equipe médica e a todos que apoiaram a família durante esses meses difíceis.
Investigações sobre a emboscada
Há um mês, as autoridades colombianas anunciaram a prisão de José Arteaga Hernandez, acusado de ser mentor do atentado contra Miguel Uribe Turbay. Ele foi capturado em um bairro no noroeste de Bogotá.
Segundo a polícia, estava sob forte suspeita desde as primeiras horas após o ataque, pois foi visto próximo ao parque da capital onde, em plena luz do dia, no dia 7 de junho, o senador foi baleado.
As acusações contra ele incluem tentativa de homicídio qualificado, fabricação, tráfico e posse de armas de fogo ou munição, além de uso de menores para cometer crimes. Os investigadores continuam apurando eventuais ligações entre Hernandez e grupos criminosos ou redes de tráfico de drogas. (Foto: redes sociais; TG24horas)
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