A Asahi, maior marca de cerveja do Japão e uma das gigantes globais do setor de bebidas, tenta retomar suas operações após um ataque cibernético que interrompeu a produção e distribuição de seus produtos na última semana. A Asahi foi fundada em 1889 em Osaka , como Osaka Beer Company.
O incidente paralisou a maioria das 30 fábricas da companhia no país, causando escassez da cerveja Asahi Super Dry e de outras bebidas nas lojas de conveniência japonesas.
Em comunicado, a empresa informou que todas as seis fábricas de bebidas alcoólicas já retomaram a produção, mas ainda não há previsão para o retorno total das operações. O ataque também afetou o sistema de pedidos e envios, revelando a vulnerabilidade digital das grandes corporações japonesas.
O grupo de ransomware Qilin assumiu a autoria do ataque nesta terça-feira (7), alegando ter roubado cerca de 27 gigabytes de dados, incluindo orçamentos, contratos e informações pessoais. Segundo o site de pesquisas tecnológicas Comparitech, esta é a quarta ofensiva do Qilin contra empresas japonesas desde junho. O grupo, ativo desde 2022, já reivindicou mais de 100 ataques de ransomware em 2025.
De acordo com a Agência Nacional de Polícia do Japão, o país registrou 116 ataques de ransomware nos primeiros seis meses do ano. Os custos de recuperação cresceram: 59% das empresas afetadas tiveram prejuízos superiores a US$ 66 mil, ante 50% no ano passado.
Além de produzir a tradicional Asahi Super Dry, a companhia também é dona de marcas internacionais como Peroni, Pilsner Urquell e Grolsch, além do uísque Nikka. O episódio reacende o alerta sobre a fragilidade da cibersegurança corporativa no Japão, a quinta maior economia do mundo.

