Em um cenário de instabilidade global, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, reforçou a importância de proteger os recursos naturais e garantir a soberania do Brasil.
Ele destacou que o atual “reordenamento” das áreas de influência e o aumento das disputas entre grandes potências exigem maior protagonismo do poder naval brasileiro.
“Para o Brasil, detentor de peculiares atributos geoeconômicos, tal panorama demanda atenção e reclama ação deliberada, planejada e coerente com a estatura do Estado. Os recursos abrigados nos mares e rios, que integram o entorno estratégico brasileiro, constituem eixo estruturante para a economia e prosperidade da nação”, declarou.
Olsen ressaltou que o subsolo nacional reúne riquezas estratégicas, como petróleo, minerais críticos e outros insumos valiosos. A preocupação com espionagem estrangeira já é uma realidade para a Marinha.
Em abril de 2023, a corporação expulsou de águas jurisdicionais brasileiras um navio alemão que fazia pesquisas não autorizadas próximo à Elevação do Rio Grande — área considerada rica em minerais estratégicos.
“A magnitude dessas riquezas não passa incólume. É pois no mar, que convergem interesses difusos, legítimos ou não, tornando esse ambiente propício a oportunidades e potencial palco de dissensões”, afirmou o almirante.
As declarações ocorreram durante a cerimônia de lançamento da fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F201), segunda unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), apontado como um dos projetos mais modernos da indústria naval brasileira nas últimas décadas.
O segundo navio de guerra da Marinha construído em Santa Catarina foi lançado nessa sexta-feira (8), em Itajaí, cidade reconhecida como um dos principais polos náuticos do país. Batizada de Fragata Jerônimo de Albuquerque, a embarcação possui 107 metros de comprimento e altura equivalente a um prédio de seis andares.
O projeto integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), que prevê a construção de quatro embarcações no estado até 2029, com investimento estimado em R$ 11 bilhões. A primeira, a Fragata Tamandaré, foi inaugurada em agosto de 2024.
De acordo com a Marinha, a Jerônimo de Albuquerque será entregue em janeiro de 2027 e reforçará a capacidade operacional da Força Naval.
Considerado “um dos mais inovadores projetos navais do país nas últimas décadas”, o PFCT tem como objetivo ampliar a presença da Marinha na costa brasileira, garantindo o controle de áreas marítimas, a defesa de ilhas e a proteção das rotas de comunicação no mar. A fragata também será capaz de escoltar outros navios militares. (Foto: Marinha; Fontes: CNN; G1)
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