Famosa no Brasil pelo sucesso na música pop, Kelly Key surpreendeu ao anunciar que agora está à frente da presidência do Kiala, clube de futebol com sede em Luanda, capital de Angola.
O anúncio foi feito em suas redes sociais, onde a cantora destacou o significado da nova função, não apenas para sua trajetória pessoal, mas também para a representatividade feminina no esporte.
“Ser a única mulher na presidência de um clube de futebol em Angola e, talvez, em toda a África, não é sobre vaidade. É sobre visão”, escreveu.
O Kiala foi criado em 2024 como uma iniciativa conjunta entre Kelly e seu marido, o empresário Mico Freitas, com o objetivo de unir o esporte à promoção social. O projeto acolhe jovens atletas em formação, oferecendo não só treinos de futebol, mas também alimentação, ensino técnico e apoio educacional, com cursos de mecânica, pintura e informática.
A sede do clube está localizada em Viana, município da região metropolitana de Luanda, com cerca de 3 milhões de habitantes. O espaço possui dois campos com gramado natural, vestiários, academia e estrutura profissional. Segundo Kelly, a próxima etapa do projeto é a construção de um alojamento para jogadores vindos de outras regiões do país.
Apesar de ser uma novidade para o público, Kelly garante que o envolvimento com o esporte não é tão inesperado quanto parece:
“É engraçado como isso parece aleatório na cabeça das pessoas, mas para mim faz todo sentido. Você me pergunta se de alguma forma já tinha passado na minha cabeça trabalhar com futebol. Não de uma forma direta, mas como mulher, empreendedora, gestora, o futebol sempre me cercou.”
Ela e Mico estão juntos há 23 anos e têm três filhos. A primogênita é filha biológica do cantor Latino. O casal divide a liderança do projeto desde o início.
Para Kelly, o Kiala é resultado da junção das paixões do casal: “O Kiala nasce da união das nossas paixões: ele com o futebol; eu com a gestão, o impacto social, a comunicação. Mesmo que o futebol nunca tenha sido uma meta individual minha, ele sempre esteve presente, porque a gente constrói as coisas como um casal, em uma visão integrada”, completou.
Com essa nova fase, Kelly Key se torna uma das poucas mulheres a ocupar um cargo de liderança em clubes de futebol no continente africano, fortalecendo não apenas o projeto em Angola, mas também o debate sobre a participação feminina em posições de comando no esporte. (Foto: reprodução)
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