A Justiça de São Paulo determinou, nesta sexta-feira (15), a soltura de Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, e de Mario Otavio Gomes, executivo da varejista Fast Shop.
A medida atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Os dois haviam sido presos na última terça-feira, acusados de envolvimento em um esquema de corrupção no setor varejista.
Apesar das liberações, o tribunal manteve a prisão do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado pelo MP-SP como peça-chave da fraude. Segundo os promotores, ele era responsável por “dar o caminho das pedras” para viabilizar o suposto esquema. Outro auditor, Marcelo de Almeida Gouveia, também permanece detido.
A Justiça também concedeu liberdade a Tatiane de Conceição Lopes, suspeita de participação na lavagem de dinheiro. O marido dela, Celso Éder Gonzaga de Araújo, segue preso. Na casa do casal, os investigadores encontraram mais de R$ 1 milhão em espécie e sacos com pedras preciosas, de acordo com informações preliminares.
De acordo com o MP-SP, a atuação de Artur Gomes da Silva Neto foi determinante para que o esquema funcionasse. “Ele ajudava as empresas a conseguir o ressarcimento dos valores de várias formas”, explicou o órgão, acrescentando que “toda empresa contribuinte tem esse direito [ao ressarcimento], mas o procedimento é muito complexo”.
Os auditores envolvidos são suspeitos de movimentar cerca de R$ 1 bilhão em propina. Além deles, Sidney Oliveira e Mario Otavio Gomes foram alvos de mandados de prisão temporária. O casal Celso e Tatiane também havia sido detido temporariamente sob acusação de auxiliar na lavagem do dinheiro. (Foto: divulgação; Fonte: UOL)
