O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, recorreu ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (25) após declarações do senador Sergio Moro sobre a eleição presidencial de 2022
A fala ocorreu durante evento que marcou a filiação de Moro ao Partido Liberal, ocasião em que ele apareceu ao lado do senador Flávio Bolsonaro. Na oportunidade, o ex-juiz afirmou que Lula foi eleito “entre aspas” e fez críticas à condução da segurança pública pelo atual governo.
Ainda durante a coletiva, Moro foi questionado por jornalistas sobre o significado da fala e explicou que ‘entre aspas’ significa que Lula foi eleito sob ‘uma mentira de que teria sido inocentado’.
Na petição encaminhada ao STF, Lindbergh argumenta que a declaração resgata discursos que colocam em xeque a legitimidade do processo eleitoral brasileiro.
Segundo ele, ao levantar suspeitas sem apresentar provas, Moro compromete a confiança nas urnas eletrônicas e atinge a credibilidade das instituições responsáveis pela condução das eleições.
“É justamente nesse contexto que a presente manifestação assume relevância. Ao insinuar que a vitória presidencial de 2022 seria ilegítima, sem prova, o agente político não formula impugnação séria nem oferece elemento técnico verificável. Ele reinsere no espaço público a mesma matriz discursiva de suspeição e desconfiança que serviu, e ainda serve, como instrumento de ataque ao TSE, ao STF, às urnas eletrônicas e à regularidade do processo eleitoral”, afirmou o parlamentar.
O pedido foi protocolado no âmbito do Inquérito 4.874/DF, conhecido como “inquérito das milícias digitais”, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Para Lindbergh, há relação entre o episódio recente e os fatos já investigados. “A pertinência temática com o INQ 4.874/DF decorre, assim, da afinidade entre os fatos já investigados e o episódio agora noticiado: em ambos os casos, o núcleo material consiste na difusão de mensagens aptas a minar a credibilidade do processo eleitoral, a desacreditar instituições republicanas e a sustentar a permanência de uma agenda de deslegitimação da democracia constitucional”, sustentou.
Na ação, o deputado petista solicita que Moraes avalie a conexão entre a declaração de Moro e o inquérito em curso, além de pedir a manifestação da Procuradoria-Geral da República e a adoção das medidas que o relator considerar cabíveis. E mais: Ranking aponta países mais felizes do mundo; Brasil é destaque (Foto: Ag. Câmara; Fonte: Metrópoles)

