O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu nesta sexta-feira (15) ao cancelamento dos vistos de integrantes de sua família, ocorrido dias depois de o governo dos Estados Unidos anunciar a revogação de documentos de viagem de membros do governo brasileiro ligados ao programa Mais Médicos.
Em entrevista à GloboNews, Padilha afirmou estar “absolutamente indignado” com a decisão, que atinge sua esposa e sua filha.
“É um ato covarde, que atinge minha esposa”, disse. O ministro questionou o critério usado pelos EUA: “As pessoas que fazem isso e o clã Bolsonaro têm que explicar, não para mim, não só para o Brasil, mas para o mundo inteiro, qual o risco que uma criança de 10 anos pode levar para o governo americano.”
A medida foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que nesta semana informou a revogação de vistos de integrantes do governo brasileiro, ex-funcionários da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e seus familiares.
Entre os nomes divulgados estão Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e ex-diretor de Relações Externas da Opas.
Rubio classificou o Mais Médicos como “golpe diplomático inconcebível” e “esquema de exportação de trabalho forçado” do regime cubano. “Nossa ação envia uma mensagem de que os Estados Unidos promovem a responsabilização daqueles que viabilizam o esquema”, afirmou.
De acordo com o governo americano, a Opas teria atuado como “intermediária da ditadura cubana” para facilitar a exportação e exploração de médicos enviados a outros países. A acusação sustenta que o esquema “enriquece o corrupto regime cubano e priva o povo local de cuidados médicos essenciais”. (Foto: EBC; Fonte: UOL)
O ministro da Saúde criticou as sanções dos EUA, classificando-as como “atitude covarde” e destacando que não têm relação com o Mais Médicos. Ele afirmou que o Brasil aproveita a situação para fortalecer a produção nacional de medicamentos, atrair pesquisadores internacionais e… pic.twitter.com/xq6Y87QLgK
— GloboNews (@GloboNews) August 15, 2025

