Um protesto de indígenas nesta sexta-feira (14) marcou o início do quinto dia da Cúpula das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém.
Por volta das 5h40 da manhã, um grupo de 90 indígenas da etnia Munduruku ocupou a área externa de acesso à Zona Azul – espaço reservado aos negociadores e pessoas credenciadas no evento.
A segurança foi reforçada no local com soldados do Exército, mas não houve confusão. Apoiados por ativistas, os Munduruku reivindicavam uma reunião com o presidente Lula, que está em Brasília. (continua)
Os brasileiros recuperaram R$ 455,68 milhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro apenas em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC). Desde que o Sistema de Valores a Receber (SVR) foi lançado, já foram devolvidos R$ 12,22 bilhões a correntistas, embora ainda restem R$ 9,73 bilhões disponíveis para saque. Saiba mais!
(segue) “Exigimos nosso direito aqui. Nós mulheres, nós caciques, jovens, crianças, com nossos bebês no colo. Exigimos a presença do presidente Lula. Mas infelizmente, a gente não consegue, como sempre. Sempre somos barrados, nunca fomos ouvidos”, lamentou uma das manifestantes.
Os indígenas pedem que Lula revogue o Decreto nº 12.600/2025, que prevê a privatização de empreendimentos públicos federais do setor hidroviário.
Em alguns dos cartazes do grupo, era possível ler frases como “Nossa floresta não está à venda” e “Não negociamos a Mãe Natureza”.
“Deixa a população sem educação, sem saúde. E cadê a Justiça pra nós, pra defender aqui? Cadê o mundo, que fala que defende os territórios, que defende a Amazônia? A COP não fala por nós. A COP fala pelo interesse dos países e empresas destruidoras”, afirmou outra manifestante.
Os indígenas também pedem o fim do Marco Temporal — lei que limita aos povos originários o direito somente às terras que ocupavam na data em que a Constituição Federal foi promulgada, em 1988.
Um grupo de participantes promoveu uma espécie de “cordão humano” para cercar e proteger os indígenas. A movimentação impediu por algum tempo a entrada dos participantes à conferência do clima; mas logo em seguida, foi aberto um acesso alternativo pela área onde normalmente é realizada a saída do local.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, foi pessoalmente até o local para falar com os manifestantes. O acesso principal à Zona Azul foi liberado pouco depois das 9 horas da manhã, quando o presidente da COP30 se reuniu com os Munduruku, e com as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. (Fonte e foto: EBC)

