Acordo ou a força militar: Trump coloca Cuba contra a parede

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O governo dos Estados Unidos, sob comando de Donald Trump, apresentou uma acusação formal contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, em uma medida que amplia a pressão de Washington sobre o regime de Havana. A iniciativa foi divulgada na quarta-feira (20) e é vista como parte de uma estratégia mais ampla para forçar mudanças políticas e econômicas em Cuba, por meio de acordo ou força bélica.

Segundo autoridades citadas em reportagens da CNN dos EUA, a acusação também reforça o posicionamento do governo americano de manter aberta a possibilidade de ações mais duras contra o país caribenho, ainda que uma intervenção militar não seja considerada provável no curto prazo por analistas e ex-diplomatas.




A Casa Branca, no entanto, enfrenta simultaneamente outros focos de tensão internacional, o que reduziria a possibilidade de uma operação imediata. Ainda assim, integrantes do governo Trump defendem que o aumento da pressão econômica e judicial pode levar o regime cubano a negociar concessões e flexibilizar seu controle político.

Em declaração recente, Trump afirmou: “Cuba é uma nação falida […] E vamos resolver isso”, reforçando o tom de endurecimento adotado pela administração americana em relação ao governo cubano.

A denúncia inclui acusações graves, como conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronaves e homicídio. O caso remonta a um episódio de 24 de fevereiro de 1996, quando jatos cubanos derrubaram duas aeronaves ligadas ao grupo “Irmãos ao Resgate”, resultando na morte de quatro pessoas, entre elas três cidadãos dos EUA.




O governo cubano sustenta que os aviões estavam em seu espaço aéreo, enquanto Washington afirma que o incidente ocorreu sobre águas internacionais. Posteriormente, investigações da Organização da Aviação Civil Internacional apontaram que a ação teria ocorrido fora do espaço aéreo cubano, reforçando a versão americana.

O episódio ganhou contornos políticos ainda mais amplos ao longo dos anos, envolvendo acusações de propaganda, disputas sobre soberania aérea e a atuação de grupos de exilados cubanos baseados em Miami. Durante o governo de Bill Clinton, os EUA adotaram sanções e medidas de restrição, mas não chegaram a formalizar acusações criminais contra os irmãos Castro à época.

Agora, o governo Trump sustenta que a nova ofensiva judicial pode abrir caminho para maior pressão internacional sobre Havana, embora o presidente cubano tenha classificado as acusações como uma “manobra política” sem base jurídica. E mais: Incrédulo, Itamaraty tenta entender decisão da Itália que beneficiou Zambelli. Clique AQUI para ver. (Foto: White House; Fonte: CNN EUA)

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