O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, ainda avalia os desdobramentos da decisão da Suprema Corte da Itália que anulou o processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A informação foi divulgada pela defesa da parlamentar nesta sexta-feira (22/5) e gerou uma reação imediata de acompanhamento por parte do governo petista.
Segundo apuração da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, diplomatas brasileiros afirmam que estão aguardando explicações detalhadas dos advogados responsáveis por acompanhar o caso na Itália. O objetivo é compreender com precisão os fundamentos da decisão e seus possíveis impactos no andamento do processo de extradição.
A Corte máxima italiana entendeu que houve falhas na sentença anterior que autorizava a entrega de Zambelli ao Brasil. Com isso, a ex-parlamentar deixou a prisão no país europeu e passou a responder em liberdade enquanto aguarda a análise de um novo procedimento judicial.
O caso envolve dois processos julgados pela Corte de Apelação de Roma, ambos inicialmente favoráveis à extradição: um relacionado à condenação por suposta participação em invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outro por ‘porte ilegal’ de arma de fogo. A Suprema Corte, no entanto, decidiu pela anulação dessas decisões.
O processo agora depende de uma eventual (e não certa) análise final do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, integrante do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.
De acordo com a defesa de Zambelli, não há obrigatoriedade de uma decisão formal de Nordio no formato “sim” ou “não”. Segundo os advogados, o ministro pode simplesmente não se manifestar, o que, na prática, manteria a ex-parlamentar em liberdade.
O prazo para manifestação do governo italiano é de até 45 dias. Ao fim desse período, a autoridade italiana deverá comunicar oficialmente ao governo brasileiro quais serão os próximos passos do processo, caso haja continuidade. E mais: Veja 1º vídeo de Carla Zambelli após deixar prisão na Itália. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Metrópoles)

