PF vai abrir 3 inquéritos sobre filme de Bolsonaro

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Novas frentes de investigação da Polícia Federal devem ser abertas nos próximos dias para investigar o financiamento (privado) do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A avaliação é de investigadores envolvidos no caso, que aguardavam definições processuais no Supremo Tribunal Federal (STF) para avançar nas apurações. A informação é da Globo News.

As linhas de investigação devem se concentrar em três pontos principais:

– a transferência de R$ 61 milhões feita por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, após solicitação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro;

– a suposição não confirma de que parte dos recursos privados possa ter sido destinada ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos;

e o suposto direcionamento de emendas parlamentares a entidades ligadas à produção do longa-metragem, lembrando que a prática não é ilegal, devendo observar regras específicas.

O valor milionário entrou no radar após divulgação de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, que apontaram conversas entre Flávio e Vorcaro. Os investigadores agora buscam confirmar os detalhes e a origem da operação financeira.

Segundo informações sob análise, os recursos teriam sido direcionados ao fundo responsável pelo financiamento do filme nos Estados Unidos por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, que já havia aparecido em investigações relacionadas ao ecossistema financeiro do Banco Master.

A PF avalia se houve suposta ‘contrapartida política’ ligada aos recursos enviados. Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e sustenta que apenas buscou financiamento privado para uma obra sobre a trajetória de seu pai, em 2024, quando não se sabia do histórico de Vorcaro.

A definição sobre quem conduziria a investigação no Supremo também destravou o avanço do caso. O presidente da Corte, Edson Fachin, decidiu encaminhar o processo ao ministro André Mendonça, responsável por casos relacionados ao Banco Master.

Havia divergência sobre a relatoria após o deputado petista Lindbergh Farias defender que o processo fosse conduzido por Alexandre de Moraes. O argumento era de que parte dos recursos poderia ter relação com a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, tema que teria ligação com processos anteriormente relatados por Moraes.

A investigação envolvendo possível financiamento internacional é considerada uma das mais complexas, já que poderá depender de cooperação com autoridades americanas e de medidas como quebra de sigilos no exterior.

Paralelamente, outra apuração já avança no STF sob responsabilidade do ministro Flávio Dino. Desde maio, Dino conduz análise preliminar sobre possíveis repasses de emendas parlamentares para entidades ligadas à empresária Karina da Gama, responsável pela produtora do filme.

Entre os nomes citados nas suspeitas aparecem os ex-deputados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli, além dos deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Todos negam irregularidades.

Além da atuação da PF, a Controladoria-Geral da União também realiza auditorias para verificar a destinação dos recursos públicos relacionados ao caso. E mais: Fundador da Wikipédia é banido da… Wikipédia! Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Globo News)

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