A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, fez duras críticas na madrugada deste domingo (8) aos protestos realizados contra os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão e à sabotagem da infraestrutura ferroviária registrada no norte do país.
Em manifestação pública, a chefe do governo classificou os envolvidos como “inimigos da Itália e dos italianos”.
Em publicação nas redes sociais, Meloni afirmou que os atos ultrapassaram os limites do protesto legítimo. “Os manifestantes ‘protestam contra as Olimpíadas’, fazendo com que essas imagens sejam exibidas em televisões ao redor do mundo. Depois que outros cortaram os cabos ferroviários para impedir a partida dos trens”, escreveu. (continua)
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A premiê ressaltou ainda o esforço de milhares de pessoas mobilizadas para garantir o funcionamento dos Jogos. “Mais uma vez, solidariedade à polícia, à cidade de Milão e a todos aqueles que verão seu trabalho prejudicado por essas quadrilhas de criminosos.”
O Ministério dos Transportes informou que abriu uma investigação após a ocorrência de atos coordenados de sabotagem em linhas ferroviárias no sábado, data que marcou a abertura oficial das competições. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques, segundo a agência italiana ANSA.
De acordo com as autoridades, a primeira ação ocorreu por volta das 6h da manhã de sábado, ainda antes do amanhecer, no centro de distribuição ferroviária de Bolonha, responsável pelo controle do tráfego entre o norte e o sul da Itália.
Horas depois, novos danos foram registrados na região de Pesaro, no litoral do Adriático. Em ambos os locais, a infraestrutura foi danificada por incêndios ou cortes deliberados, provocando atrasos de várias horas e afetando milhares de passageiros.
Em Milão, a tensão também se refletiu nas ruas. Na noite de sábado, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter dezenas de manifestantes que lançavam fogos de artifício e tentavam acessar uma rodovia próxima a uma das instalações olímpicas.
O confronto ocorreu ao final de uma marcha inicialmente pacífica, que reuniu milhares de pessoas contrárias aos impactos ambientais das obras e à presença de agentes americanos em território italiano.
Os episódios acontecem poucos dias após o governo Meloni aprovar um novo decreto de segurança que autoriza a detenção preventiva por até 12 horas de pessoas consideradas potenciais agitadoras em manifestações. (Foto: reprodução; Fonte: InfoMoney)
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