O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a investigação da alteração que registrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, como filiado ao partido Missão.
Segundo a Corte, o episódio não foi provocado por uma invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral, mas pelo uso indevido das credenciais de acesso da legenda por uma pessoa autorizada a utilizar a ferramenta de filiação partidária.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o TSE esclareceu que “a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”.
Diante da constatação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que sejam tomadas as medidas consideradas necessárias. O magistrado também determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária para identificar eventuais responsáveis pela alteração.
O Partido Liberal, por sua vez, apresentou à Justiça Eleitoral um pedido para cancelar a filiação de Flávio ao Missão. De acordo com o TSE, a solicitação já foi recebida e está sendo analisada.
A alteração cadastral teve impacto direto sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. Como a legislação eleitoral não permite que um político mantenha simultaneamente duas filiações partidárias, o registro no Missão impediu temporariamente que o senador formalizasse sua candidatura à Presidência pelo PL.
Os registros consultados pela Justiça Eleitoral indicaram que a mudança foi realizada por um usuário credenciado pelo próprio Missão. O sistema apontou que Flávio teria deixado o PL na quarta-feira (12/8) e, posteriormente, sido incluído como filiado ao partido que terá Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto.
A situação foi descoberta pela equipe de Flávio no momento em que os representantes do senador tentavam acessar o sistema do tribunal para registrar a candidatura presidencial. Diante do ocorrido, aliados do parlamentar também pretendem solicitar à Polícia Federal a abertura de uma investigação.
No início da tarde desta quinta-feira, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro, esteve reunida com Nunes Marques. Após o encontro, o ministro afirmou que adotaria as “providências cabíveis” diante do caso. E mais: Vídeo mostra Kim Kataguiri debochando de candidatura falsa de Flávio ao partido do MBL. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação TSE; Fonte: O Globo)

