Urgente: Moraes determina busca e apreensão a ex-governador do RJ

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A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino, que apura um suposto esquema criminoso envolvendo a refinaria Refit.

Entre os alvos da ação está um apartamento ligado ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), localizado em Petrópolis, na Região Serrana do estado.

É a segunda vez que um endereço relacionado ao ex-governador é alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação. Na primeira etapa da operação, realizada em maio, os agentes apreenderam o celular e o tablet de Castro.

Ao todo, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. As ordens foram autorizadas por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação apura suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais para a Refit. Os investigadores trabalham com a hipótese de que autorizações tenham sido emitidas sem observar as orientações e exigências dos órgãos técnicos responsáveis. O inquérito também apura possíveis operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema.

Entre os alvos da operação estão Bernardo Rossi, ex-secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade; Antonio Carlos Santos, advogado, ex-assessor parlamentar e servidor do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); Luiz Fernando Gomes, sócio da EngePrat Engenharia; José Mauro Junior, ex-secretário de Estado de Transformação Digital e ex-agente da Polícia Federal; além de Mauricio Leite e Ana Carolina Miranda, sócios da empresa 7 Pilares Assessoria.

As autoridades também investigam supostos crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado. A apuração inclui ainda suspeitas de infrações contra a ordem econômica relacionadas à comercialização de combustíveis.

Cláudio Castro já havia sido incluído entre os investigados na primeira fase da Operação Sem Refino. Na ocasião, além da apreensão de dispositivos eletrônicos, a operação teve como alvo o empresário e advogado Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit.

Magro é alvo de um mandado de prisão, mas estaria fora do Brasil. O nome dele foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar pessoas procuradas internacionalmente.

Segundo a Receita Federal, Magro é considerado o maior devedor contumaz do país, com dívidas tributárias que ultrapassam R$ 26 bilhões.

A nova etapa da operação ocorre no contexto de uma determinação do STF durante o julgamento da ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas. Entre as medidas estabelecidas pela Corte está a determinação para que a Polícia Federal investigue a atuação de organizações criminosas no Rio de Janeiro e eventuais conexões desses grupos com agentes públicos. (Foto: Alerj; Fonte: UOL)

 

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