CEO vende empresa e divide bolada milionária com funcionários

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Decisões empresariais costumam afetar balanços, investimentos e mercados. Em um caso recente nos Estados Unidos, o impacto foi direto na vida de centenas de trabalhadores e na economia de uma cidade inteira.

Após vender a empresa que comandava há mais de quatro décadas, um executivo decidiu destinar parte relevante do valor da negociação para premiar seus funcionários. (continua)

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Graham Walker vendeu a Fibrebond no início do ano passado por US$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 9,16 bilhões. A companhia, sediada em Minden, no estado da Louisiana, fabrica invólucros para equipamentos elétricos.

Fundada e administrada pela família Walker por 43 anos, a empresa foi negociada com a Eaton, grupo global do setor de gerenciamento de energia.

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Como condição para fechar o negócio, Walker exigiu que 15% do valor da venda fosse destinado aos funcionários. O montante corresponde a US$ 240 milhões, aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

O valor foi distribuído entre 540 empregados em tempo integral. O bônus médio ficou em torno de US$ 443 mil, o equivalente a R$ 2,38 milhões por funcionário.



Os pagamentos foram estruturados para ocorrer ao longo de cinco anos. A medida também funciona como incentivo para a permanência dos trabalhadores após a mudança de controle da empresa.

Segundo Walker, a decisão foi uma forma de recompensar a lealdade de funcionários que permaneceram durante períodos difíceis. A Fibrebond enfrentou crises ao longo dos anos, como um incêndio em 1998, os efeitos da bolha da internet em 2000 e ciclos de demissões.

A recuperação veio com investimentos em infraestrutura voltada a data centers, o que fortaleceu a empresa e elevou seu valor de mercado.

A entrega das cartas informando o bônus gerou reações diversas entre os funcionários. Houve surpresa, desconfiança inicial e emoção diante dos valores anunciados.



Desde então, os recursos passaram a ser usados para quitar dívidas, adquirir bens, custear estudos e reforçar planos de aposentadoria. Parte dos beneficiados também optou por viagens e consumo imediato.

O impacto ultrapassou os limites da empresa. O aumento da renda disponível impulsionou o comércio e os serviços de Minden, cidade com cerca de 12 mil habitantes, localizada a aproximadamente 30 minutos de Shreveport.

A injeção de recursos elevou o nível de consumo local e trouxe reflexos diretos para a economia da região, segundo relatos de comerciantes e moradores. (Foto: divulgação; Fonte: UOL)

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