A Coreia do Sul encerrou oficialmente o uso de seu sistema tradicional de contagem de idade, adotando a partir de junho de 2023 o padrão internacional para fins legais e administrativos. O modelo influenciava o cálculo da aposentadoria.
No modelo antigo, as pessoas já nasciam com um ano, pois a gestação era considerada parte da vida, e todos envelheciam juntos na virada do ano, independentemente da data exata do aniversário. (continua)
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(segue) Dessa forma, um bebê nascido em 31 de dezembro passava a ter dois anos em 1º de janeiro, mostrando um contraste com o sistema internacional, que calcula a idade exclusivamente a partir da data de nascimento.
Segundo o governo sul-coreano, a mudança visa “reduzir confusões no dia a dia e disputas administrativas”, já que passaportes, aposentadorias e idade penal já utilizavam o padrão internacional antes da alteração.
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Pelo novo modelo, a idade é calculada subtraindo-se o ano de nascimento do ano atual e, caso o aniversário ainda não tenha ocorrido, subtrai-se um ano do resultado, simplificando registros e procedimentos.
Apesar da mudança oficial, alguns critérios seguem vinculados ao modelo conhecido como “idade por ano”, que define regras como o ingresso no serviço militar obrigatório, o início do ano escolar e certas normas legais.
Nessa lógica, pessoas nascidas no mesmo ano são consideradas da mesma idade, independentemente do mês de nascimento, mantendo uma tradição que ainda influencia decisões e direitos específicos.
A idade tem papel central na vida social sul-coreana, determinando hierarquias e formas de tratamento. Expressões como oppa e unni, usadas em lugar de nomes próprios, dependem da idade relativa entre os interlocutores.
Especialistas apontam que essa estrutura cultural explica a permanência de sistemas alternativos por tanto tempo, embora escolas e ambientes profissionais já tenham adotado mais o padrão internacional, reduzindo diferenças dentro de grupos etários semelhantes.
Com a nova norma, o governo pretende diminuir dúvidas sobre direitos, benefícios e obrigações legais, sem alterar imediatamente costumes culturais que continuam enraizados no cotidiano da população.

