Uma ofensiva militar coordenada envolvendo Estados Unidos e Israel atingiu o Irã nesta sexta-feira, intensificando o clima de instabilidade no Oriente Médio.
A operação foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que a iniciativa tem como finalidade proteger cidadãos dos EUA diante do que classificou como ameaças do regime iraniano.
Do lado israelense, o ministro da Defesa Israel Katz decretou estado de emergência em todo o país. O anúncio ocorreu enquanto uma grande coluna de fumaça era vista no centro de Teerã, após uma forte explosão.
Segundo Katz, “Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã para eliminar as ameaças ao Estado israelense”. Paralelamente, sirenes de alerta foram acionadas em diversas regiões de Israel.
As Forças de Defesa de Israel explicaram que os alarmes tinham caráter preventivo, “para preparar o público para a possibilidade de lançamento de mísseis contra o Estado de Israel”.
Como parte das medidas de segurança, escolas e atividades não essenciais foram suspensas, e o espaço aéreo israelense foi fechado para voos civis. A autoridade aeroportuária orientou a população a não se deslocar para os terminais.
Pouco depois, Trump se pronunciou em vídeo divulgado em sua rede social, confirmando a participação americana. “Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano”, declarou. O presidente reconheceu a possibilidade de perdas em caso de reação iraniana e afirmou que “isso acontece frequentemente em guerras”.
Ainda segundo Trump, a estratégia inclui neutralizar o arsenal de mísseis iraniano e impedir que o país desenvolva armas nucleares.
Nos últimos dias, Washington havia reforçado sua presença militar na região, com o deslocamento de caças e embarcações de guerra, mesmo durante negociações diplomáticas sobre o programa nuclear do Irã. Demonstrando frustração com as conversas, o presidente afirmou recentemente que “às vezes é preciso usar a força”.
Informações iniciais indicam que um dos ataques ocorreu nas proximidades dos escritórios do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que não estava em Teerã no momento, pois teria sido levado para um local seguro, segundo fonte ouvida pela Reuters.
A mídia estatal iraniana informou que o presidente Masoud Pezeshkian também não foi atingido.
Além da capital, explosões foram registradas em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, enquanto o Irã se preparava para responder militarmente.
O Exército israelense afirmou que mísseis lançados em direção ao território do país foram neutralizados.
A Força Aérea de Israel confirmou a interceptação de projéteis disparados pelo Irã após a ofensiva conjunta. Em comunicado, os militares informaram:
“Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar as ameaças”, destacando que os sistemas de defesa foram acionados como parte de um plano preventivo contra retaliações. (Foto: reprodução; Fontes: UOL; AFP; Reuters)
Ao menos três explosões foram ouvidas no centro da capital do Irã, Teerã, de acordo com a imprensa local. Há relatos de fumaça densa na região, e o regime iraniano fechou o espaço aéreo. O ministro da Defesa de Israel confirmou o que chamou de “ataque preventivo” contra o Irã.… pic.twitter.com/VDNaVVMIP6
— GloboNews (@GloboNews) February 28, 2026
O espaço aéreo israelense foi fechado. Os ataques no Irã são amplos e, segundo fontes locais, visa não só instalações militares, mas também membros do regime iraniano. E se confirma a participação dos EUA no ataque, mas não está clara a forma (se com bombas ou apenas com… pic.twitter.com/jQWdrPu9mW
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) February 28, 2026
Na sua declaração onde confirmou a participação dos EUA nos ataques contra o Irã, o presidente Trump ofereceu a anistia completa a todos os membros das forças iranianas de segurança que deporem as suas armas. pic.twitter.com/zWSRlKNclX
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) February 28, 2026

