A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, conforme determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo fontes próximas à investigação, a medida visa obter documentos solicitados reiteradamente pelo STF, mas que não foram enviados pela Justiça Federal do Paraná.
Os materiais têm relação com operações anteriores à Lava Jato, mas com conexões diretas à investigação mais conhecida que tramitou na capital paranaense. O ponto de partida da ação é o ex-deputado estadual do Paraná Tony Garcia, delator de um processo anterior à Lava Jato. (continua)
Dinheiro esquecido: Os brasileiros recuperaram R$ 455,68 milhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro em apenas um mês, mas R$ 9,73 bilhões ainda disponíveis para saque. Saiba mais!
(segue) Em acordo firmado pelo então juiz Sérgio Moro, Tony foi orientado a cumprir uma série de “missões”, que incluíam instalação de escutas em seu escritório e a coleta de informações sobre autoridades, seguindo determinações da Justiça.
Entre os alvos citados no acordo estavam integrantes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e do Tribunal de Contas do Paraná. Um conselheiro do TCE chegou a ser gravado.
Em depoimento ao STF, Tony Garcia relatou ter sido coagido a cumprir metas do acordo, que o levaram a abordar autoridades fora da alçada de um juiz federal. A operação também contou com a presença de um policial federal infiltrado no escritório do delator, sob orientação da Justiça do Paraná.
A decisão de Toffoli autoriza a PF a acessar documentos físicos, computadores e terminais que contenham dados sobre oito pessoas citadas em investigações tramitadas na 13ª Vara durante o período em que Moro era titular.
O ministro determinou que sejam coletadas todas as informações, incluindo inquéritos, acordos de delação premiada, anexos, mídias e arquivos relacionados às apurações.
Em nota, a defesa de Moro afirmou que não teve acesso aos autos do inquérito e negou qualquer irregularidade envolvendo o ex-juiz. O caso segue tramitando sob sigilo no STF. E mais: O que é um pontinho verde em um Iphone?. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: UOL)
Nota na íntegra da defesa de Moro: “A defesa do senador Sergio Moro não teve acesso aos autos do inquérito, instaurado com base em um relato fantasioso de Tony Garcia.
Não houve qualquer irregularidade no processo de quase 20 anos atrás que levou à condenação de Tony Garcia por ter se apropriado de recursos de consorciados do Consórcio Garibaldi.
Como o próprio PGR afirmou, não há causa para competência do STF no inquérito, já que não há sob investigação ato praticado por Sergio Moro na condição de senador ou ministro.
O senador não tem qualquer preocupação com o amplo acesso pelo STF aos processos que atuou como juiz. Essas diligências apenas confirmarão que os relatos de Tony Garcia são mentirosos“.

