Putin admite problema causado pela Ucrânia e acende alerta no Kremlin

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu que o país enfrenta uma escassez de combustível após uma intensificação dos ataques ucranianos com drones de longo alcance contra refinarias de petróleo. Segundo ele, as ofensivas têm provocado danos à infraestrutura energética e levado algumas regiões russas a adotar medidas de racionamento de gasolina.

Em entrevista à televisão estatal exibida neste domingo (28), Putin afirmou pela primeira vez de forma mais detalhada que os ataques têm afetado a produção de combustíveis no país. “Esses ataques às nossas instalações de infraestrutura estão criando problemas, isso é óbvio”, declarou.

A ofensiva ucraniana, que tem se intensificado nos últimos meses, expôs fragilidades na estrutura logística e energética russa em meio à guerra, que já dura mais de quatro anos. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, confirmou que instalações nas regiões de Krasnodar e Yaroslavl foram atingidas recentemente, em áreas profundas do território controlado por Moscou.

Apesar de reconhecer dificuldades, Putin classificou a situação como uma “certa escassez”, mas afirmou que o problema não é “crítico”. Ele disse ainda que o governo trabalha para restabelecer o abastecimento e minimizar os impactos.

O líder russo também indicou que o país pode ampliar importações de combustível como forma de compensar perdas temporárias, ao mesmo tempo em que promete reforçar os sistemas de defesa aérea em torno de refinarias e acelerar reparos nas instalações danificadas.

Desde maio, a Ucrânia tem ampliado o uso de drones desenvolvidos internamente para atingir alvos estratégicos no interior da Rússia, incluindo regiões próximas a Moscou e até áreas nos Montes Urais. Segundo relatos de pessoas envolvidas nas operações, serviços de inteligência dos Estados Unidos teriam auxiliado no planejamento de rotas para driblar defesas aéreas russas.

A escalada dos ataques ocorre em paralelo a uma campanha militar ucraniana que também mira a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, além de rotas logísticas usadas pelas forças russas na linha de frente.

Zelenski afirmou recentemente que Kiev conduz uma “operação de influência de 40 dias”, voltada a ações de longo alcance para pressionar Moscou a encerrar o conflito. Em pronunciamento, disse que “a logística militar russa no território temporariamente ocupado da Ucrânia, e a própria presença dos ocupantes lá, estão severamente prejudicadas”.

Mesmo diante das dificuldades, Putin reforçou que a ofensiva russa seguirá inalterada e sugeriu a possibilidade de novos avanços no campo de batalha. Ele afirmou que as capacidades de ataque de Moscou seriam “vastamente mais poderosas, sensíveis e destrutivas”.

Durante sua fala, o presidente russo fez ainda declarações sobre a situação militar em regiões como Sumy e Donetsk, afirmando que tropas russas avançam em diferentes frentes. No entanto, análises independentes e autoridades ucranianas contestam parte dessas alegações, indicando que o avanço russo é mais limitado do que o descrito por Moscou. E mais: Produtividade do Brasil volta ao nível de 1958. Clique AQUI para ver. (Foto: Tass; Fonte: Folha de SP)

 

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