Compra de novo avião para Lula volta ao radar em 2026

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Luiz Inácio Lula da Silva estuda a aquisição de um novo avião presidencial. O processo, contudo, enfrenta obstáculos, como o elevado custo da aeronave — estimado entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões, segundo cotações de mercado — e o potencial desgaste político em ano eleitoral, levando aliados a desaconselharem a troca. A informação é do portal O Globo.

O orçamento completo deve ser apresentado a Lula ainda no início deste ano, enquanto a cotação final ainda está em fase de conclusão no Ministério da Defesa e na Aeronáutica.

A motivação para a substituição vem da insatisfação do petista e de Janja com a aeronave atual. Lula defende um modelo com maior autonomia para voos internacionais, espaço ampliado para reuniões, área VIP e um quarto com cama. O comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, enfrenta dificuldades para levantar preços no exterior de aviões que atendam às exigências do Palácio do Planalto.




A escassez de aeronaves desse tipo no mercado internacional é um dos entraves para a compra, que pode levar meses devido às especificidades de fabricação. A produção de modelos de luxo adaptados a líderes mundiais é limitada, sem atender à demanda global.

Ainda de acordo com a reportagem, para viabilizar a aquisição a Aeronáutica acionou corretores especializados, responsáveis por buscar, em diferentes países, empresas capazes de fornecer modelos compatíveis com os critérios da Presidência.

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Nessa fase, o governo prospecta o mercado, analisa valores e opções, e, após essa triagem, submete alternativas à avaliação final de Lula. A compra seria realizada via licitação. Em 2024, a Força Aérea Brasileira (FAB) chegou a sondar preços de aeronaves alemãs, incluindo uma usada pela ex-chanceler Angela Merkel, mas as negociações não avançaram.

Lula relatou episódios que reforçaram a necessidade de modernização da frota. O mais recente ocorreu em outubro, no Pará, quando uma falha no motor antes da decolagem obrigou a troca da aeronave para um voo a Breves, na Ilha do Marajó. Todos desembarcaram diante do risco de incêndio.




Outro incidente ocorreu em março, quando o Airbus A319CJ presidencial, conhecido como Aerolula, precisou arremeter ao pousar em Sorocaba (SP) devido a ventos fortes. E

Em outubro de 2024, a mesma aeronave enfrentou uma pane no México: uma turbina falhou, obrigando o avião a voar em círculos por quase cinco horas para consumir combustível antes de pousar com segurança. Após o incidente, Lula e sua comitiva trocaram de avião para retornar a Brasília.

O episódio mexicano foi decisivo para reabrir o debate sobre a compra de um avião mais moderno. Em reunião ministerial, ele afirmou que temeu pela própria vida: “Eu pensei na minha vida porque fiquei quatro horas e meia dentro de um avião, esperando um milagre de Deus para que o avião não caísse”, relatou.




Desde então, o Aerolula opera com uma turbina alugada, e em janeiro dois novos motores devem chegar a Brasília para substituir os atuais.

Adquirido há 20 anos, durante o primeiro mandato de Lula, o avião tem três seções: na frente, 10 poltronas para presidente, ministros e chefes de Estado; no meio, uma sala de reuniões; na parte traseira, assessores e convidados em 40 assentos semelhantes aos de aviões comerciais. Sua autonomia limitada foi sentida em viagens internacionais, como a ida ao Japão em 2023, quando Lula precisou fazer duas escalas.

Comprado por R$ 495 milhões, o Aerolula foi alvo de críticas e ganhou apelidos explorados pela oposição, simbolizando gastos do Planalto. Esta é a segunda tentativa de Lula de adquirir uma nova aeronave, após planos adiados em 2024 por ajustes fiscais e desgaste político, apelidada na época de “AeroJanja”.

Também haveria insatisfações internas nas Forças Armadas diante das restrições orçamentárias que afetam investimentos e manutenção. O orçamento da Defesa para 2026 será de R$ 141 bilhões, sendo R$ 107,9 bilhões (76%) destinados a pessoal, e R$ 812 milhões reservados à “manutenção e suprimento de material aeronáutico”, R$ 145 milhões a mais que 2025. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: O Globo; InfoMoney)

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