Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego ficou em 5,4% no país entre abril e junho.
Os dados nacionais haviam sido apresentados pelo IBGE em 30 de julho. A divulgação desta sexta-feira detalha o desempenho das unidades da Federação e mostra diferenças expressivas entre os mercados de trabalho estaduais.
Santa Catarina teve a menor taxa de desocupação do país, com 2,1%. Na outra ponta, o Amapá apresentou o maior índice, de 9,8%. Bahia, com 9,1%, e Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%, também ficaram entre os estados com os maiores níveis de desemprego.
Além de Santa Catarina, Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%, registraram os menores percentuais de pessoas sem trabalho.
A divisão regional revela diferenças importantes. O Sul registrou a menor taxa de desemprego do país, com 3,2%, seguido pelo Centro-Oeste, com 3,8%, e pelo Sudeste, com 5,2%. As três regiões ficaram abaixo da média nacional.
Nordeste e Norte apresentaram os maiores índices, de 7,6% e 6,1%, respectivamente.
O levantamento mostra ainda que o Centro-Oeste vem reduzindo gradualmente a distância em relação ao Sul. No segundo trimestre de 2026, a diferença entre as duas regiões foi de apenas 0,6 ponto percentual. Um ano antes, a distância era de 1 ponto e, no início da série histórica, no primeiro trimestre de 2012, chegava a 1,9 ponto percentual.
A força do agronegócio é apontada como uma das características da economia do Centro-Oeste, região que vem apresentando mudanças importantes em seu mercado de trabalho ao longo das últimas décadas.
As diferenças regionais também aparecem quando o indicador analisado é a informalidade. A taxa considera a proporção de trabalhadores ocupados que atuam sem carteira assinada ou sem registro de CNPJ.
O Maranhão apresentou o maior percentual de informalidade do país, com 56,9% dos trabalhadores ocupados nessa condição. Na sequência aparecem Pará, com 55,9%, Amazonas, com 51,7%, e Bahia, com 50,7%.
Em todos esses quatro estados, mais da metade dos trabalhadores ocupados estava na informalidade durante o segundo trimestre.
As menores taxas foram observadas em Santa Catarina, com 25,4%, Distrito Federal, com 28,7%, e Mato Grosso do Sul, com 29,2%. No conjunto do país, a informalidade atingiu 37,4% da população ocupada no segundo trimestre de 2026.
A Pnad Contínua considera tanto trabalhadores formais quanto informais. Para o IBGE, uma pessoa com 14 anos ou mais somente é classificada como desempregada quando, além de não estar trabalhando, está efetivamente procurando uma oportunidade de trabalho. Portanto, estar sem nenhuma ocupação, isoladamente, não é suficiente para entrar na estatística de desocupação. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)
Taxa de desemprego no 2º trimestre de 2026
Santa Catarina: 2,1%
Mato Grosso: 2,2%
Espírito Santo: 2,3%
Rondônia: 2,6%
Mato Grosso do Sul: 2,7%
Paraná: 3,1%
Minas Gerais: 3,8%
Goiás: 4,0%
Tocantins: 4,1%
Rio Grande do Sul: 4,2%
Roraima: 5,0%
Brasil: 5,4%
Paraíba: 5,4%
São Paulo: 5,4%
Rio Grande do Norte: 5,6%
Maranhão: 6,0%
Pará: 6,2%
Distrito Federal: 6,5%
Acre: 6,6%
Ceará: 6,6%
Rio de Janeiro: 7,1%
Amazonas: 7,5%
Alagoas: 7,9%
Sergipe: 7,9%
Piauí: 8,3%
Pernambuco: 8,3%
Bahia: 9,1%
Amapá: 9,8%
