Oposição anuncia nova manifestação na Paulista

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A oposição anunciou nessa quinta-feira (12) uma mobilização de alcance nacional para o dia 1º de março, direcionada contra Luiz Inácio Lula da Silva, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O principal ponto de encontro do protesto será a Avenida Paulista, em São Paulo, com atos previstos também em outras cidades.

A convocação ocorre em meio à tensão institucional gerada pelo inquérito envolvendo o Banco Master. Em nota, o deputado federal Luciano Zucco afirmou que o movimento “Acorda Brasil” pretende “canalizar a indignação popular e reforçar o clamor por transparência, respeito à Constituição e responsabilização das autoridades”.

A mudança na relatoria do processo é um dos fatores que acirraram o debate. Toffoli deixou o comando do inquérito após a Polícia Federal enviar ao STF um relatório produzido a partir de dados do celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, com referências ao magistrado. Com isso, o ministro André Mendonça passou a responder pela condução do caso.

Zucco ampliou o escopo das críticas ao afirmar: “Não se trata apenas do caso do Banco Master, que por si só já representa um dos maiores escândalos de promiscuidade entre poder político, econômico e institucional que o país já viu. O que estamos assistindo é uma sucessão de crises: a CPI do roubo dos aposentados, os Correios completamente quebrados, denúncias de corrupção em série”.

Em seguida, o parlamentar acrescentou: “Para onde se olha, há indícios de irregularidades, descontrole e falta de responsabilidade. O Brasil vive uma crise profunda, moral, institucional e econômica, e a sociedade precisa reagir”.

Segundo Zucco, a mobilização “é aberta e democrática”, pois “cidadãos, movimentos e lideranças locais estão convidados a organizar atos em suas cidades, fortalecendo uma mobilização nacional em defesa do Brasil”.

O deputado Nikolas Ferreira também chamou a população para as manifestações e elevou o tom contra integrantes do Supremo. “Toffoli não tem que somente ser afastado da relatoria. Deve ser afastado do STF. Assim como Moraes”, disse.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, completou: “Não tem condições a gente ver tudo isso acontecer e achar que meia dúzia de traidores da nação é maior que todo o Brasil. Então, pela dosimetria, para a gente pacificar o nosso país, pelo fim da impunidade e para dar um basta na corrupção, fora Lula, fora Moraes, fora Toffoli, ninguém aguenta mais”.

No Congresso, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, avaliou a redistribuição do caso para Mendonça como uma “excelente notícia para o Brasil”, por representar uma “oportunidade de vermos o processo conduzido com serenidade, rigor jurídico e absoluto respeito à Constituição”.

Ele acrescentou: “O país precisa de decisões técnicas, previsíveis e ancoradas na lei. Segurança jurídica não é favor, é dever institucional. Que prevaleça a imparcialidade. Que a Constituição seja respeitada. E que o Brasil volte a confiar plenamente em suas instituições”.

Já o deputado Carlos Jordy afirmou ver a escolha de Mendonça como “sinais de tempos melhores, mas sem esmorecer”, reiterando que seguirá “batalhando pela CPMI do Banco Master”.

Mais cedo, parlamentares da oposição protocolaram um novo pedido de impeachment contra Toffoli, liderados pelo deputado Marcel van Hattem e pelo senador Eduardo Girão.

A saída de Toffoli da investigação foi comunicada por meio de nota conjunta do STF, na qual os ministros defenderam o colega e os atos praticados no caso. Van Hattem reagiu dizendo:

“Ministros do STF dizem em nota conjunta que Toffoli teria feito tudo certo mas, ao mesmo tempo, Toffoli anuncia que abre mão da relatoria para redistribuição. Quem acham que enganam, a essas alturas? Tentativa explícita de abafar o caso! O impeachment de Toffoli é inevitável!”.

 

 

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