O Nubank anunciou nesta segunda-feira (20/07) um acordo para adquirir o Banco Porto Real de Investimentos S/A, em uma operação que permitirá à fintech incorporar uma licença bancária ao seu conglomerado financeiro.
Com a conclusão da compra, a empresa passará a atender às exigências estabelecidas pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para continuar utilizando o termo “bank” em sua marca.
Fundado em 1992, na cidade de Porto Real, no Rio de Janeiro, o Banco Porto Real atua principalmente na concessão de crédito para clientes do segmento de atacado. O valor da negociação não foi divulgado pelas empresas envolvidas.
A operação ocorre após uma mudança regulatória definida pelo Banco Central e pelo CMN em novembro de 2025. A norma proibiu que instituições financeiras sem licença bancária utilizassem em seus nomes expressões como “banco” e “bank”.
Antes da aquisição, o Nubank operava com autorizações para atuar como instituição de pagamento, sociedade financeira e corretora de valores, mas não possuía uma licença bancária tradicional.
Apesar disso, a estrutura regulatória permitia que a empresa oferecesse seus produtos e serviços normalmente aos clientes. Segundo a instituição, a ausência da autorização bancária não representava qualquer alteração no funcionamento da plataforma ou no atendimento aos usuários.
A possibilidade de comprar uma instituição já autorizada pelo Banco Central vinha sendo analisada pelo Nubank como uma alternativa para solucionar a questão da nomenclatura. Em dezembro de 2025, informações de mercado apontavam que a aquisição de um banco com essa licença estava entre as opções avaliadas pela empresa. Sete meses depois, a fintech confirmou a escolha desse caminho.
Em comunicado, o Nubank informou que a inclusão da licença bancária não exigirá “exigências adicionais de capital ou liquidez”, indicando que a companhia já possui estrutura financeira considerada suficiente para operar dentro das novas regras.
A empresa também afirmou que a mudança não afetará os consumidores. “Para os 115 milhões de clientes do Nubank no Brasil, nada muda: o aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome da instituição permanecem os mesmos”, informou a companhia em nota.
Com a aquisição, o Nubank busca adequar sua estrutura regulatória às novas regras do sistema financeiro brasileiro, mantendo a identidade da marca e a operação digital que consolidou a empresa entre as maiores instituições financeiras do país. E mais: Lula pode não comparecer a debates; Saiba detalhes (Foto: divulgação; Fonte: Folha de SP)

