Lula pode não comparecer a debates; Saiba detalhes

direitaonline



Às vésperas de oficializar sua candidatura à reeleição, Lula avalia adotar uma estratégia semelhante à usada em campanhas anteriores: não participar dos debates do primeiro turno com os demais candidatos à Presidência.

A possibilidade gera divergência dentro da cúpula petista. Um grupo de aliados próximos ao petista considera que a participação nos confrontos televisivos pode representar um risco político, já que Lula seria o único nome identificado com a esquerda na disputa e teria de enfrentar simultaneamente adversários de diferentes correntes da direita.

Entre os possíveis concorrentes estão nomes como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), todos posicionados no campo de oposição ao atual governo. A avaliação de parte dos petistas é de que os debates poderiam se transformar em uma sequência de ataques contra o presidente.

Por outro lado, integrantes do partido defendem que Lula esteja presente nos encontros, principalmente para criar oportunidades de confronto direto com Flávio Bolsonaro, considerado o principal adversário do petista na corrida eleitoral.

Pelas regras atuais, as emissoras são obrigadas a convidar candidatos de partidos que possuem mais de cinco representantes no Congresso Nacional. Com base em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o cálculo considera o resultado das eleições de 2022 e não leva em conta mudanças de legenda realizadas posteriormente.

Nesse cenário, além de Lula e Flávio Bolsonaro, também teriam direito ao convite obrigatório candidatos como Ronaldo Caiado e Augusto Cury (Avante).

A decisão de evitar debates durante uma campanha de reeleição não seria inédita. Em 2006, ao disputar um novo mandato, Lula optou por não participar dos debates do primeiro turno, quando liderava as pesquisas e tinha ampla vantagem sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin (PSB), que na época era filiado ao PSDB.

Em 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também não compareceu aos debates eleitorais e acabou vencendo a disputa ainda no primeiro turno.

Apesar da tendência atual dentro do grupo político de Lula ser pela ausência nos debates iniciais, aliados afirmam que a decisão final ainda não foi tomada. A estratégia poderá ser revista de acordo com o cenário da campanha e com o desempenho dos adversários.

Uma das possibilidades avaliadas é que Lula participe de alguns encontros específicos. Caso considere que sofreu ‘ataques’ relevantes em um debate do qual não participou, poderia decidir comparecer aos eventos seguintes para apresentar sua defesa e responder aos adversários.

O primeiro grande teste da estratégia deve envolver o debate organizado pela Band, tradicionalmente o primeiro da corrida presidencial, marcado para 16 de agosto.

A data coincide com o ato previsto para oficializar o lançamento da candidatura de Lula, que deve ocorrer no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). Inicialmente, havia dúvidas sobre a realização do evento porque o local tinha uma partida marcada pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

Segundo aliados, o jogo entre São Bernardo e Botafogo de Ribeirão Preto deverá ser antecipado, liberando o estádio para o evento político.

Mesmo assim, integrantes do PT admitem que existe a possibilidade de alteração na programação para permitir que Lula participe do debate da Band. A direção do partido, porém, trabalha para manter o lançamento da candidatura no dia 16. E mais: Lucro do FGTS: veja quanto poderá receber. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Agora: Nubank compra banco após novas regras do Banco Central

O Nubank anunciou nesta segunda-feira (20/07) um acordo para adquirir o Banco Porto Real de Investimentos S/A, em uma operação que permitirá à fintech incorporar uma licença bancária ao seu conglomerado financeiro. Com a conclusão da compra, a empresa passará a atender às exigências estabelecidas pelo Banco Central (BC) e […]