O novo iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da Apple, chegará ao Brasil com um preço significativamente superior ao praticado nos Estados Unidos.
A versão com 2 terabytes (TB) de armazenamento foi anunciada por US$ 3.199 no mercado americano, valor equivalente a cerca de R$ 16,4 mil na cotação de quarta-feira (9). No Brasil, entretanto, o mesmo modelo custará R$ 30.999, quase o dobro do preço convertido diretamente.
A diferença representa um valor cerca de 90% maior para o consumidor brasileiro. Um dos principais fatores que contribuem para esse descolamento é a carga tributária incidente sobre produtos importados.
Na entrada no país, o aparelho está sujeito a 20% de Imposto de Importação, 15% de IPI e 11,75% de PIS/Cofins-Importação, além do ICMS, cuja alíquota média é de aproximadamente 20%, mas varia conforme o Estado. Somados, os tributos podem elevar a carga incidente sobre o aparelho para algo próximo de 70%.
O câmbio também pesa na formação do preço. A desvalorização do Real frente ao Dólar e ao Euro ao longo dos últimos anos encareceu produtos importados e aumenta os riscos para empresas que comercializam aparelhos no mercado brasileiro.
Nesse cenário, a Apple também considera possíveis oscilações futuras da moeda ao definir seus preços, buscando preservar suas margens diante de uma eventual desvalorização do real.
O iPhone Duo tem lançamento previsto para 23 de outubro. O aparelho conta com uma tela externa de 5,4 polegadas e chega a 7,6 polegadas quando aberto. A Apple afirma que o formato permite executar dois aplicativos simultaneamente, explorando uma experiência semelhante à de um pequeno tablet.
A entrada da Apple nesse segmento ocorre quando outras fabricantes já possuem experiência com celulares dobráveis. Samsung, Google e Huawei oferecem aparelhos desse tipo há anos e, em alguns casos, praticam preços inferiores aos anunciados pela Apple para o mercado brasileiro.

