Dark Horse: produtora revela ameaça por delação e afirma que não tem o que denunciar

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A produtora Karina Gama, dona da empresa ‘Go Up’ e responsável pela produção do filme “Dark Horse”, afirmou estar “apavorada” após se tornar alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10). A investigação apura suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares destinados ao projeto. A declaração foi à coluna da jornalista Mônica Bergamo.

Em conversa com a coluna um dia antes de ser alvo de busca e apreensão, Karina disse que vinha se sentindo ameaçada, chantageada e pressionada a colaborar por meio de uma delação premiada.

Segundo ela, pessoas que se identificaram como oficiais de Justiça foram até sua residência por volta das 21h, mas não apresentaram documentos que comprovassem a identidade ou a razão da abordagem.

A produtora relatou ainda que fornecedores de suas empresas e familiares também teriam sido procurados. Ela afirmou que tem colaborado com as autoridades e que não compreende o motivo das pressões. “Quando a PF me pediu documentos, eu forneci imediatamente”, declarou.

Karina também contou ter sido procurada por um pastor evangélico de Brasília que, segundo seu relato, teria ligações com a esquerda.




De acordo com a produtora, ele ofereceu ajuda e sugeriu que ela buscasse um acordo de delação premiada como forma de evitar possíveis punições mais severas.

A empresária nega ter participado da captação dos recursos utilizados no filme e afirma desconhecer a identidade dos financiadores. “Eu nunca captei dinheiro para o filme, eu nunca lidei com financiadores. Eu não sei nada sobre isso. Eu prestei um serviço, de produzir o ‘Dark Horse’, e fui remunerada”, afirmou.




Além da apuração envolvendo supostos desvios de emendas parlamentares, a Polícia Federal conduz uma investigação separada sobre o financiamento recebido pelo filme do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao todo, os valores enviados chegaram a US$ 12,3 milhões.

Karina também comentou as emendas de R$ 2 milhões destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) a um projeto do Instituto Conhecer Brasil, que também é alvo da operação. A verba seria utilizada em uma iniciativa de letramento financeiro voltada a jovens empreendedores.




Segundo a produtora, os recursos que ainda não foram utilizados permanecem “em caixa”. Ela afirmou que o dinheiro foi recebido no fim de 2025 e que, por coincidir com o encerramento do ano letivo, o projeto só teria avançado posteriormente. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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