Ronaldo Édison Richard, de 63 anos, que respondia a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, morreu na segunda-feira (10), em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. Segundo a Associação de Familiares e Vítimas do 8/1 (Asfav), a morte teria sido provocada por um infarto.
Ronaldo respondia ao processo em liberdade. No ano passado, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suspeitas relacionadas aos crimes de golpe de Estado, associação criminosa, dano e depredação de patrimônio público. A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi posteriormente aceita pelo STF.
A acusação contra Ronaldo estava relacionada ao deslocamento de uma caravana que partiu do Rio Grande do Sul em direção a Brasília. De acordo com a PGR, ele teria custeado a viagem de um dos participantes, que chegou à capital federal e posteriormente esteve entre os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.
A defesa, porém, contestava essa versão. Os advogados de Ronaldo afirmaram ao Supremo que ele não havia financiado a viagem com o objetivo de levar manifestantes a Brasília. Segundo a defesa, o envolvimento dele teria se limitado à assinatura de uma autorização para que um ônibus deixasse a garagem.
Após a confirmação da morte, a Asfav publicou uma nota de pesar e afirmou que Ronaldo morreu enquanto aguardava o andamento do processo judicial.
“É com profundo pesar que a ASFAV comunica o falecimento do senhor Ronaldo Édison Richard.
Ronaldo é mais uma vítima do 8 de Janeiro que parte enquanto aguardava que a Justiça fosse feita, sem que pudesse acompanhar o desfecho de um processo que marcou profundamente sua vida e a de sua família.
Neste momento de dor, a ASFAV manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos de Ronaldo, compartilhando o sentimento de perda e reafirmando seu compromisso com a memória, a dignidade e a busca por Justiça para todas as vítimas do 8 de Janeiro.
Que Deus conforte seus familiares e amigos e conceda a todos força para atravessar este momento de profunda tristeza”. (Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)

