Nicolas Puech, de 82 anos, descendente direto do fundador da tradicional marca francesa Hermès, iniciou uma nova batalha judicial para tentar localizar cerca de 14,5 bilhões de euros — o equivalente a aproximadamente R$ 94 bilhões — que desapareceram misteriosamente, segundo ele, sob responsabilidade de seu ex-gestor financeiro, Eric Freymond.
A suspeita de fraude veio à tona logo após a morte de Freymond, ocorrida na semana passada, em circunstâncias ainda nebulosas. O consultor foi encontrado sem vida próximo ao chalé onde morava, na região de Berna, na Suíça.
Informações iniciais apontam para um possível acidente ferroviário, mas os detalhes não foram oficialmente esclarecidos.
Puech, por meio de uma nota, expressou pesar pelo falecimento. No entanto, reafirmou que a relação entre os dois se deteriorou gravemente após a constatação de irregularidades na gestão de seu patrimônio.
As desconfianças sobre a conduta de Freymond não são recentes. Em 2023, Puech já havia tornado pública sua desconfiança, acusando o consultor de ter causado o “desaparecimento” de suas ações bilionárias. A parceria entre ambos durou 24 anos, mas os advogados de Puech alegam que a atuação do gestor carecia de transparência, principalmente na análise e no repasse dos extratos bancários do cliente.
Documentos assinados em 1998 permitiram a Freymond o acesso direto às contas bancárias de Puech na Suíça, onde estavam depositadas suas participações na Hermès.
A partir de 2001, transações envolvendo vendas, compras e transferências de ações passaram a ser feitas por meio de instituições financeiras. Em 2022, Puech decidiu revogar os poderes concedidos ao consultor e iniciar o processo de reestruturação de seu patrimônio.
Embora o Tribunal de Genebra tenha rejeitado as acusações iniciais feitas por Puech, classificando-as como “vagas e sem fundamento”, o bilionário também levou o caso ao sistema judiciário francês, onde a apuração segue em andamento.
A defesa de Freymond, por sua vez, negou todas as acusações. Antes de falecer, o gestor teria manifestado estar “profundamente afetado pela violência das suspeitas e pela dureza de um mundo implacável”, segundo seus representantes legais.
Hermès
A Hermès é uma renomada grife francesa fundada em 1837 por Thierry Hermès, inicialmente especializada na produção de arreios e selarias de alta qualidade para cavalos.
Com o passar dos anos, a marca expandiu seu portfólio e se consolidou como um dos principais nomes do mercado de luxo mundial, oferecendo desde bolsas, roupas e acessórios até fragrâncias sofisticadas.
Ela é uma das marcas de luxo mais valiosas do mundo, que incluem: Porsche: US$ 41,1 bilhões; Chanel: US$ 37,9 bilhões; Louis Vuitton: US$ 32,9 bilhões; Hermès: US$ 19,9 bilhões; e Rolex: US$ 18,7 bilhões.
No universo das fragrâncias, a Hermès mantém uma linha exclusiva de perfumes femininos e masculinos. Entre os destaques femininos estão Kelly Calèche, Eau des Merveilles, 24 Faubourg, Calèche, Rouge Hermès, Hiris, Parfum d’Hermès e Amazone.
Para o público masculino, a marca oferece clássicos como Terre d’Hermès, Rocabar, Équipage, Bel Ami, Eau d’Orange Verte, Un Jardin sur le Nil, Un Jardin en Méditerranée, Eau d’Hermès e a coleção refinada Hermèssence. A Hermès segue sendo sinônimo de excelência, tradição e inovação no universo do luxo. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: UOL)
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