O governo federal está analisando os primeiros resultados do programa Crédito do Trabalhador, que permite o uso do saldo do FGTS como garantia em empréstimos, para decidir se haverá um teto para os juros cobrados pelas instituições financeiras. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao canal Nath Finanças, no YouTube.
“Vamos observar como o programa se comporta nos primeiros meses. A partir daí, discutiremos tanto a questão do uso do FGTS quanto a possibilidade de estabelecer um limite para os juros”, explicou Haddad. Segundo dados do Banco Central, a taxa média de juros na modalidade de consignado privado está em 55,6% ao ano.
O ministro destacou que ainda é cedo para uma definição, mas que a decisão deve ser tomada nos próximos meses: “Estamos em uma fase de aprendizado. Não estou falando de uma medida para daqui a três anos, mas sim para os próximos três meses”, pontuou.
Essa nova linha de crédito foi criada com o objetivo de ampliar o acesso dos trabalhadores com carteira assinada a empréstimos. A contratação é feita exclusivamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou diretamente em bancos e instituições financeiras autorizadas.
Porém, há preocupação entre os empregadores com o possível aumento do endividamento dos funcionários. Em maio, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) expressou receio em relação aos juros praticados e ao impacto financeiro sobre os trabalhadores.
O programa também permite a portabilidade de empréstimos antigos, possibilitando a migração para condições mais vantajosas oferecidas por outras instituições. (Foto: Ministério da Fazenda; Fonte: UOL)
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