O plano do governo para resolver impasse de locação em Belém na COP30

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O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) montou uma estratégia para lidar com as críticas de delegações estrangeiras que apontam dificuldades logísticas para a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA).

A principal queixa diz respeito à hospedagem: além do déficit de leitos, o preço dos hotéis na capital paraense disparou desde o anúncio da conferência, que deve reunir cerca de 50 mil pessoas. Assim, o governo petista, segundo reportagem da Folha de SP, pensa em resolver ‘caso a caso’ a situação. Boa parte das delegações reclama dos preços exorbitantes.

Delegações de diferentes países chegaram a assinar uma carta pedindo que parte da cúpula fosse transferida para outra cidade, mas a organização reafirmou que não há possibilidade de mudança de sede.

Para conter a crise, o governo criou um grupo de assessoria formado por representantes dos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente, além da própria organização do evento. A missão é atuar diretamente com cada delegação que relatar dificuldades, indicando acomodações disponíveis e soluções alternativas.

O tema foi debatido em reunião na última quinta-feira (14), com a presença dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Celso Sabino (Turismo), do presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e do secretário extraordinário Valter Correia da Silva.

Até aqui, a estratégia federal inclui ações administrativas conduzidas pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), além da tentativa de firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o setor hoteleiro — ainda sem avanços.

A pressão internacional aumentou após reunião extraordinária da UNFCCC (braço da ONU para o clima), em julho, que cobrou explicações formais sobre os custos de hospedagem no Brasil. O órgão compilou 48 questionamentos enviados ao governo, que respondeu na última segunda-feira (11). Uma nova rodada de discussão está prevista para os próximos dias.

Como justificativa, o Executivo pretende argumentar que medidas em andamento —como o uso de navios cruzeiros, habitações do Minha Casa Minha Vida, incentivo ao aluguel via Airbnb e a criação de um portal oficial de hospedagem— começarão a ter efeito nas próximas semanas. Segundo os organizadores, Belém já dispõe de 53 mil leitos, número superior aos 50 mil considerados necessários para receber participantes e delegações. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

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