O governo Lula se posicionou de forma contrária à Venezuela em um debate internacional ao defender que a presença de submarinos nucleares dos Estados Unidos no Caribe não representa violação ao Tratado de Tlatelolco, que proíbe armas nucleares na América Latina e no Caribe.
A declaração foi feita pelo Itamaraty, que argumentou que o tratado não impede o uso de energia nuclear para propulsão naval.
A divergência surgiu após o regime de Nicolás Maduro apresentar uma denúncia à ONU e à Opanal (Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe) contra a mobilização militar americana na região.
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou, pela primeira vez, um acordo para devolução de valores cobrados indevidamente em operações de empréstimo consignado. O termo de compromisso, assinado com o Banco BMG, garante a restituição de aproximadamente R$ 7 milhões. Saiba mais!
O Banco Central (BC) informou que ainda existem R$ 10,56 bilhões de dinheiro esquecido nas instituições financeiras. O sistema do BC permite que pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas consultem se deixaram dinheiro em bancos, consórcios ou outras instituições. Saiba detalhes!
O governo venezuelano alegou que a inclusão do submarino USS Newport News, movido a energia nuclear, violava o acordo assinado em 1967.
Em nota, Caracas afirmou que esta seria “a primeira vez na história em que ativos militares com capacidade nuclear são introduzidos na América Latina e no Caribe”, acusando Washington de descumprir os protocolos do tratado.
Durante as discussões na Opanal, o Brasil se opôs à interpretação venezuelana. O Ministério das Relações Exteriores declarou que o artigo 5º do tratado exclui da definição de arma nuclear qualquer equipamento usado apenas para transporte ou propulsão, desde que seja “separável do artefato nuclear”.
O posicionamento também reflete o interesse brasileiro em desenvolver um submarino de propulsão nuclear, projeto considerado estratégico pelo governo Lula. Segundo o Itamaraty, a questão voltará a ser discutida na próxima reunião da Opanal, ainda sem data definida.
Enquanto isso, os Estados Unidos seguem ampliando sua presença militar na região, agora com o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, também movido a energia nuclear.
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A mobilização faz parte da operação americana contra o narcotráfico no Caribe, que já resultou em mais de 60 mortes de tripulantes de embarcações acusadas de transportar drogas — acusações ainda sem provas apresentadas publicamente. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Folha de SP)

