Desde 1º de janeiro, viajantes de Butão, Botsuana, República Centro-Africana, Guiné, Guiné-Bissau, Namíbia e Turcomenistão precisam pagar caução reembolsável ao solicitar vistos de turista (B-2) ou negócios (B-1) para os Estados Unidos, segundo informações do Washington Post. A medida integra uma política do governo Trump para endurecer os requisitos de entrada no país.
A iniciativa eleva para 13 o número de países cujos cidadãos podem ter que depositar milhares de dólares temporariamente. A maioria está localizada na África.
O valor da caução será definido caso a caso, podendo variar entre US$ 5.000, US$ 10.000 ou US$ 15.000, sendo reembolsado caso o visitante deixe os EUA dentro do prazo. O processo de reembolso, porém, pode levar meses.
O programa piloto começou em agosto com Malawi e Zâmbia e, em outubro, foram incluídos Chade, República Democrática do Congo, Djibuti e Libéria. Segundo um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, o objetivo é “reduzir as taxas de permanência excessiva e garantir que os visitantes temporários cumpram os termos da sua admissão”.
O programa se aplica a estrangeiros de países identificados pelo governo norte-americano como tendo “altas taxas de permanência ilegal e onde as informações de triagem e verificação são consideradas deficientes”. Dados do ano fiscal de 2024 indicam que a taxa de permanência irregular no Turcomenistão chegou a cerca de 15%, enquanto na República Centro-Africana foi inferior a 2%.

