O governo dos Estados Unidos anulou os vistos da esposa e da filha, de 10 anos, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). As duas permanecem no Brasil e receberam a notificação na manhã dessa quinta-feira (14) por meio de comunicados do Consulado-Geral norte-americano em São Paulo.
Segundo os documentos, aos quais o blog da jornalista Julia Duailib, teve acesso, a revogação ocorreu porque, após a emissão dos vistos, “surgiram informações indicando” que ambas não atendiam mais aos requisitos de elegibilidade.
O cancelamento impede a entrada no território americano; caso a pessoa já esteja no país, pode permanecer até o fim do período autorizado, mas perde o visto ao sair.
Padilha explicou que seu visto não foi afetado, pois está vencido desde 2024. Ele já havia comandado o Ministério da Saúde em 2013, ano de criação do programa Mais Médicos.
Nesta semana, o Departamento de Estado dos EUA também revogou os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e de Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do ministério e atual coordenador-geral para a COP30.
A medida foi acompanhada de uma publicação da embaixada americana em Brasília, assinada pela Agência para as Relações com o Hemisfério Ocidental, que classificou o Mais Médicos como “um golpe diplomático que explorou médicos cubanos, enriqueceu o regime cubano corrupto e foi acobertado por autoridades brasileiras e ex-funcionários da Opas [Organização Panamericana da Saúde]”.
Em resposta, Padilha saiu em defesa do programa: “O programa salva-vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira”, afirmou, acrescentando que o Mais Médicos “sobreviverá a ataques injustificáveis de quem quer que seja”. (Foto: EBC; Fonte: G1)


