Crise na América do Sul: tensão entre Colômbia e Equador acende alerta no Brasil

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A América do Sul voltou a registrar tensões geopolíticas após o presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciar a aplicação de uma tarifa de 30% sobre produtos importados da Colômbia. A justificativa foi a falta de cooperação colombiana no combate ao narcotráfico e à mineração ilegal na fronteira.

A medida impacta diretamente o entorno estratégico do Brasil e ocorre poucos dias depois da captura de Nicolás Maduro pelos EUA. O Equador enfrenta aumento da violência, com 30% mais homicídios registrados em 2025, motivados principalmente por disputas entre gangues. Em resposta, 10 mil militares foram enviados para três províncias costeiras.



Do lado colombiano, o governo qualificou a ação equatoriana como agressão econômica, ressaltando a cooperação prestada anteriormente, inclusive no fornecimento de energia.

O país destacou operações conjuntas com o Equador para apreensão de grandes quantidades de drogas, reforçando o compromisso com a segurança e a estabilidade regional.

O presidente colombiano Gustavo Petro reforçou que a Colômbia mantém articulação militar com o país vizinho e cooperação com cidades como Manaus, destacando esforços conjuntos contra o tráfico por terra, mar e ar.



Como retaliação à tarifa equatoriana, Bogotá suspendeu o fornecimento de eletricidade ao Equador e aplicou tarifas de 30% sobre 20 produtos do país vizinho, incluindo peixe, óleo vegetal e autopeças.

O Brasil, por sua vez, planeja atuação diplomática para mediar o conflito. Em 30 de janeiro, o chanceler Mauro Vieira terá reunião em Quito com a ministra equatoriana Gabriela Sommerfeld.



A pauta oficial inclui temas discutidos na visita de Noboa ao Brasil em agosto de 2025, mas o impasse comercial e de segurança deve dominar o encontro.

A visita de Noboa em 2025 marcou a primeira presença de um presidente equatoriano no Brasil em 18 anos. Na ocasião, foram assinados memorandos de cooperação em áreas como combate à fome, inteligência artificial, capacitação tecnológica e políticas agrícolas.

O governo brasileiro também se colocou à disposição para ações conjuntas de combate ao crime organizado e fortalecimento da segurança pública na região. E mais: Astrid Fontenelle tem celular furtado durante passeio em Belém. Clique AQUI para ver. (Fonte: Sociedade Militar)

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