A situação de Carla Zambelli precisará de mais tempo para uma definição. Isso porque, nesta quinta-feira (4), a Justiça da Itália adiou para 18 de dezembro a decisão sobre o pedido de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), detida no país desde julho. O novo prazo foi concedido após solicitação da defesa, que apresentou documentos adicionais à Corte de Apelação de Roma.
Durante a audiência, o advogado Angelo Alessandro Sammarco pediu que a corte considerasse, entre outros documentos, o parecer contrário à cassação do mandato de Zambelli na Câmara dos Deputados.
Segundo o defensor, o material reforçaria o argumento de que a parlamentar não deveria ser extraditada, por se tratar de uma condenação com motivação política. (continua)
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(segue) “Usaremos também a questão do relator da Comissão de Constituição e Justiça, que deu parecer negativo à cassação do mandato da deputada, mesmo os deputados que fazem parte da comissão tendo pedido vista, pois entendemos que essa decisão do relator seja uma prova de que a condenação dela foi política”, declarou Sammarco ao UOL.
A Advocacia-Geral da União (AGU), representada pelo advogado italiano Alessandro Gentiloni, contestou a validade desses documentos perante a corte. O juiz estabeleceu o prazo de 10 de dezembro para que a AGU apresente sua contestação às provas apresentadas pela defesa. (continua)
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(segue) O Ministério Público italiano, por sua vez, já havia se manifestado em outubro favoravelmente à extradição da parlamentar. A audiência contou ainda com a presença do procurador Amelio Erminio e de Antonio Aguinaldo de Oliveira, marido de Zambelli.
Além dos argumentos políticos, a defesa citou preocupações com a situação carcerária no Brasil. Sammarco questionou a falta de garantias sobre a preservação dos direitos humanos da deputada em caso de retorno ao país.
No Brasil, a discussão sobre a legalidade do mandato de Zambelli também se manteve em pauta. O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), relator do processo de cassação da parlamentar na CCJ, apresentou parecer pela manutenção do mandato, alegando ausência de provas contra a deputada e apontando o ministro do STF Alexandre de Moraes como suspeito de perseguição política.
Com o adiamento da decisão italiana, a expectativa é de que o caso continue a gerar repercussão política e judicial nos próximos dias, enquanto a defesa busca reforçar os argumentos para evitar a extradição da deputada. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

