Uma reportagem do The Wall Street Journal revelou no domingo (19) o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) no cenário internacional, destacando sua transformação em uma organização com atuação global no narcotráfico.
Segundo a análise, o grupo deixou de ser uma facção restrita ao sistema prisional paulista para se consolidar como uma estrutura com alcance em diferentes continentes.
Fundado em 1993, o PCC teria evoluído para um modelo comparável ao de grandes corporações, com divisão de funções e atuação estratégica em diversas frentes.
A expansão internacional se apoia, principalmente, no controle logístico das rotas de escoamento de drogas, com destaque para o Porto de Santos, apontado como principal ponto de saída de cocaína rumo à Europa.
De acordo com a reportagem, a organização utiliza métodos sofisticados para transportar entorpecentes, como o sistema conhecido como “rip-on/rip-off”, que consiste em inserir cargas ilegais em contêineres de empresas legítimas sem o conhecimento dos exportadores.
Além disso, o grupo teria ampliado sua atuação para outros portos brasileiros, buscando locais com menor fiscalização.
Outro ponto central é a parceria com a máfia italiana ‘Ndrangheta, considerada uma das mais poderosas da Europa.
Nesse arranjo, o PCC atua como fornecedor em larga escala, enquanto os europeus ficam responsáveis pela distribuição no continente.
A diferença de preços ao longo da cadeia é um dos fatores que impulsionam essa relação.
Internamente, a facção opera de maneira descentralizada, com divisões conhecidas como “sintonias”, responsáveis por áreas específicas como expansão territorial, coordenação geral e gestão financeira.
A reportagem aponta ainda o uso crescente de criptomoedas para dificultar o rastreamento de recursos provenientes de atividades ilícitas.
A rota pela África Ocidental também ganha destaque. Países como Guiné-Bissau e Cabo Verde seriam utilizados como pontos intermediários para armazenamento da droga antes do envio à Europa.
Nesse contexto, Portugal aparece como porta de entrada estratégica, além de base para operações logísticas e financeiras.
O nível de profissionalização da organização também chama atenção. Segundo o levantamento, o PCC passou a recrutar especialistas, como mergulhadores e hackers, para viabilizar suas operações e ampliar a eficiência no transporte e ocultação de cargas.
Ainda conforme o jornal, o grupo adota um modelo semelhante ao de franquias, em que integrantes seguem regras internas e contribuem financeiramente, mas mantêm autonomia em suas ações.
Essa estrutura teria sido fundamental para a rápida expansão internacional da facção.
Os efeitos dessa atuação já são percebidos em diferentes regiões. Países como Paraguai e Equador registram aumento da violência ligado à disputa por rotas do tráfico.
Ao mesmo tempo, autoridades enfrentam dificuldades para conter o avanço do grupo, já que lideranças seguem comandando operações mesmo a partir de presídios de segurança máxima. Assista mais a seguir! E mais: Neymar na Copa? Álbum lançado dá pista sobre presença do atacante. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: O Globo)
🚨AGORA – Jornal dos EUA relata avanço do PCC como potência global da cocaína pic.twitter.com/10gWkpywJu
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 21, 2026

