A operação silenciosa dos EUA que mirava a prisão de Maduro

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De acordo com informações divulgadas pela agência Associated Press (AP), um agente federal dos Estados Unidos tentou, de forma secreta, convencer o piloto pessoal do presidente venezuelano Nicolás Maduro a colaborar em um plano para capturar o líder e entregá-lo às autoridades americanas, que o acusam de envolvimento com o tráfico de drogas.

A tentativa envolveu reuniões clandestinas em hangares de aeroportos, negociações diplomáticas delicadas e um esforço concentrado para conquistar a confiança do piloto, general Bitner Villegas, integrante da guarda presidencial e responsável por voar regularmente com Maduro.

Segundo a AP, o agente americano Edwin Lopez teria se encontrado com Villegas e proposto uma recompensa milionária em troca de desviar o avião presidencial para um local onde o presidente pudesse ser detido.


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O piloto, contudo, não teria aceitado o acordo, embora tenha compartilhado seu número de telefone com Lopez, gesto interpretado como sinal de possível interesse em futuras conversas.

Nos meses seguintes, mesmo após se aposentar, o agente continuou tentando contato com Villegas por meio de um aplicativo de mensagens criptografadas, numa tentativa de convencê-lo a aderir ao plano.

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Com autorização das autoridades da República Dominicana, Lopez chegou a interrogar diversos pilotos, concentrando suas perguntas em Villegas, que inicialmente evitou responder, mas depois confirmou ter trabalhado para Hugo Chávez e Nicolás Maduro.




Durante as conversas, Lopez prometeu que o piloto “poderia se tornar rico e ser visto como um herói nacional” caso aceitasse participar da captura de Maduro. No entanto, Villegas rejeitou a proposta e encerrou a comunicação com o agente.

Após a tentativa frustrada de cooptação, opositores do regime venezuelano usaram as redes sociais para ironizar o episódio. Pouco depois, o piloto reapareceu em um programa de televisão estatal reafirmando sua lealdade ao presidente Maduro e negando qualquer envolvimento com o plano americano. (Foto: reprodução redes; Fonte: InfoMoney)

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