Messias e chefe da PF batem boca diante de Lula em meio à crise da ‘arapongagem’

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, discutiram feito diante de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em meio à crise provocada por relatórios produzidos pela área de inteligência da corporação.

O episódio ocorreu na manhã do dia 4, quando Andrei Rodrigues esteve no gabinete presidencial. Segundo relato publicado nesta quarta-feira (23) pelo portal UOL, Messias aproveitou o encontro para cobrar explicações do diretor da PF sobre informações que apontariam para um suposto monitoramento de seu telefone.

A conversa teria se intensificado até que os dois trocaram xingamentos na presença de Lula. O desentendimento aconteceu antes de a controvérsia envolvendo os relatórios de inteligência ganhar dimensão pública e envolver também o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Messias teria demonstrado irritação ao questionar Andrei sobre a possibilidade de estar sendo acompanhado pela inteligência da Polícia Federal. A suspeita de vigilância, porém, é rejeitada pelo diretor-geral da instituição.

Os documentos que estão no centro da controvérsia fazem referências à atuação de Jorge Messias e de André Mendonça. Posteriormente, o ministro do STF sustentou que poderia ter sido alvo de monitoramento ilegal.

Andrei Rodrigues apresentou ao Supremo uma versão diferente sobre a origem e a finalidade dos relatórios. De acordo com a defesa do diretor-geral, os documentos não foram produzidos a partir de vigilância clandestina, coleta ilegal de dados ou qualquer outra medida invasiva.

A defesa também afirma que não houve monitoramento ilícito contra Mendonça ou Messias. Segundo os argumentos apresentados ao STF, os relatórios resultaram de atividades regulares de inteligência realizadas pela Polícia Federal.

Outro ponto levantado pela defesa é a diferença entre uma atividade de inteligência e uma investigação criminal. Nessa interpretação, os documentos questionados tinham como objetivo produzir análises e avaliar cenários, sem que isso significasse a abertura de uma investigação criminal ou a adoção de medidas de vigilância contra as autoridades citadas.

A discussão entre Messias e Andrei ocorreu, portanto, em um momento de divergência dentro do governo e das instituições de Estado sobre os limites da atuação da inteligência da Polícia Federal e sobre o conteúdo dos relatórios que mencionavam integrantes do governo federal e do Supremo Tribunal Federal.

 

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