A Procuradoria-Geral da República tem resistido a validar o acordo de colaboração firmado entre o empresário Maurício Camisotti e a Polícia Federal do Brasil no âmbito das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. A reportagem é da Folha de SP.
O principal argumento dos procuradores é que o processo não seguiu o ‘rito considerado adequado’, já que o Ministério Público Federal não participou desde o início das negociações.
Na avaliação da Procuradoria, cabe ao MPF conduzir e acompanhar esse tipo de acordo, uma vez que o órgão é responsável por oferecer eventual denúncia e analisar benefícios ao colaborador, como o perdão judicial.
Diante disso, a PGR defende que a negociação seja reiniciada, desta vez com a presença formal do Ministério Público.
O impasse chegou ao Supremo Tribunal Federal. O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, apresentou em março uma petição ao ministro André Mendonça solicitando a suspensão do acordo. Relator do caso, Mendonça ainda não tomou uma decisão sobre o pedido, mas solicitou nova manifestação da Procuradoria após a formalização da delação com a PF.
A divergência institucional tem impacto direto na situação de Camisotti. A defesa tenta garantir a transferência do empresário, atualmente detido na sede da PF em São Paulo, para prisão domiciliar — benefício que teria sido negociado no acordo.
Segundo advogados, ele correria riscos de segurança devido às informações fornecidas às autoridades. A resistência da PGR, no entanto, tem sido apontada como um dos obstáculos para a concessão do pedido.
Apontado como um dos principais operadores do esquema, Camisotti passou a negociar a colaboração no fim de 2025, após ser preso na Operação Sem Desconto — mesma ação que levou à detenção de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. À época, sua defesa negava envolvimento em irregularidades.
Para que o acordo seja validado, é necessário que o empresário admita participação em crimes e apresente provas que sustentem suas declarações, incluindo a identificação de outros envolvidos e documentos que corroborem os relatos. E mais: Reforma tributária é ‘desastre’ para aviação, diz CEO da Latam. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)


Que absurdo isso,esse procurador tinha que pedir pra sair de lá,esse cara não tem a mínima condição de exercer um cargo desse.