O deputado federal Guilherme Derrite teve o nome confirmado como pré-candidato ao Senado por São Paulo após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda. A definição foi confirmada pelo senador Flávio Bolsonaro, que acompanhou Derrite na visita.
“Está batido o martelo”, afirmou Flávio, ao confirmar que o ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas será o nome do grupo na disputa pelo Senado paulista.
Segundo ele, ainda não há definição sobre o segundo candidato, decisão que ficará para depois da divulgação de novas pesquisas eleitorais e de conversas com lideranças políticas e com o deputado Eduardo Bolsonaro.
De acordo com o senador, Bolsonaro demonstrou satisfação com levantamentos recentes que envolvem aliados, incluindo Tarcísio, que deve buscar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes em 2026.
Derrite, por sua vez, reforçou que seguirá a estratégia definida pelo ex-presidente. “Sou soldado desse time. O que for melhor para o grupo, eu estarei pronto”, declarou.
Preso desde novembro de 2025, Bolsonaro tem recebido parlamentares e, segundo aliados, atua na organização de uma lista nacional de pré-candidatos ao Senado. As articulações ocorrem por meio de interlocutores, que repassam orientações políticas e ajudam a conduzir negociações regionais.
Além de São Paulo, a direita discute chapas em outros estados. No Rio de Janeiro, os nomes confirmados são Cláudio Castro e Márcio Canella para o Senado, enquanto Douglas Ruas é cogitado para o governo estadual.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis formam dupla para Senado, embora o cenário dependa de uma eventual candidatura do atual governador Ibaneis Rocha. Segundo Flávio Bolsonaro, seria inviável apoiar Celina Leão caso Ibaneis dispute a vaga.
A visita de Derrite ocorreu um dia após a aprovação do Projeto de Lei Antifacção na Câmara. Relator da proposta, o deputado afirmou que o tema não foi tratado com Bolsonaro. “Vim fazer uma visita como amigo”, disse.
Ele comemorou a aprovação do texto, avaliando que o governo recuou ao aceitar a base aprovada pelos deputados. Para Derrite, a decisão representa uma vitória do Congresso no combate ao crime organizado, apesar de alterações que reduziram recursos destinados à segurança pública.
A retirada do imposto sobre casas de apostas, que financiaria ações policiais e o sistema prisional, reduziu em cerca de R$ 30 bilhões o orçamento previsto para o Fundo Nacional de Segurança Pública.
A exclusão foi articulada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, com apoio do PP. O texto agora segue para sanção de Lula. E mais: Governo Lula esperar arrecadar R$ 14 bilhões com aumento de imposto em eletrônicos. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Senado; Fonte: UOL)

