O aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos deve render R$ 14 bilhões extras aos cofres públicos em 2026, segundo estimativa do Ministério da Fazenda.
A medida entrou em vigor no início de novembro e, na versão do Executivo, tem como objetivo ‘fortalecer a indústria nacional’ diante do avanço de bens estrangeiros no mercado brasileiro.
A lista de itens impactados inclui smartphones, freezers, máquinas industriais e painéis com tecnologia LCD ou LED, entre outros produtos ligados aos setores de informática, telecomunicações e bens de capital.
Em alguns casos, a elevação das tarifas chega a 7,2 pontos percentuais, o que pode encarecer mercadorias importadas para empresas e consumidores.
Para a equipe econômica, na verdade, o reajuste tributário é parte da estratégia para garantir o cumprimento da meta fiscal neste ano. Desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo promoveu mudanças na política de impostos com foco no em arrecadar mais na tentativa de fechar as contas públicas.
A iniciativa, no entanto, enfrenta resistência de importadores, que alertam para possíveis efeitos negativos sobre a competitividade e para pressões inflacionárias.
O governo petista rebate afirmando que a medida busca conter uma ‘concorrência considerada desigual’ e ‘evitar danos estruturais’ à cadeia produtiva nacional.
Dados do Ministério da Fazenda indicam que as importações de bens de capital e de tecnologia cresceram 33,4% desde 2022, enquanto a participação desses produtos no consumo interno ultrapassou 45%.
Na avaliação técnica da pasta, esse cenário ameaçaroa a capacidade produtiva e tecnológica do país no médio e longo prazo.
O ministério também argumenta que a política adotada segue uma tendência internacional. Como exemplo, cita decisões recentes de outros países que recorreram a instrumentos tarifários para enfrentar choques externos e práticas de dumping.
Nos Estados Unidos, a Suprema Corte limitou recentemente um amplo pacote de tarifas imposto pelo então presidente Donald Trump, derrubando parte dos aumentos.
No levantamento oficial, os Estados Unidos lideram como principal origem das importações afetadas, com US$ 10,18 bilhões e participação de 34,7%, seguidos por China, Singapura e França.
Apesar do endurecimento das tarifas, o governo abriu uma exceção: empresas poderão solicitar redução temporária da alíquota para zero até 31 de março, com autorizações provisórias válidas por até 120 dias, para produtos que já contavam com benefícios anteriores. E mais: Veja quanto cada partido ganhou em 2025 com fundo partidário. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: G1)

