O governo da Catalunha, na Espanha, confirmou o primeiro surto de dermatite nodular contagiosa em gado na fazenda leiteira de Castello d’Empuries, em Girona, próxima à fronteira com a França, na segunda-feira (6). Autoridades espanholas anunciaram o abate de 123 animais infectados neste surto inicial da doença no país.
A dermatite nodular contagiosa é uma infecção viral transmitida por picadas de insetos, comum no norte da África, que vem se espalhando pela Europa. No final de junho, França e Itália já haviam registrado cerca de 143 surtos.
Para conter a disseminação, as autoridades definiram o abate completo dos animais da fazenda afetada, implementaram bloqueios de movimentação de gado em um raio de 20 km e estabeleceram uma zona de vigilância ampliada de 50 km, com monitoramento das áreas vizinhas a cada 48 a 72 horas.
O Ministério da Agricultura da Catalunha anunciou ainda medidas rigorosas para prevenir a propagação da doença. “É uma situação muito complexa e séria, especialmente nas áreas afetadas, mas precisa ser enfrentada. Todos nós precisamos fazer a nossa parte para garantir que ela seja tratada corretamente e que a doença seja mantida sob controle”, afirmou Oscar Ordeig, ministro regional da Agricultura, em comunicado.
O governo catalão também investiga duas fazendas com suspeita de casos, envolvendo 1.200 cabeças de gado em risco. As autoridades francesas, que já enfrentaram o problema este ano, estabeleceram uma zona de vigilância ao longo da fronteira com a Espanha para impedir a propagação do vírus.
Desde os surtos na França e na Itália, a União Europeia tem reforçado alertas sanitários, recomendando a vacinação adequada dos rebanhos. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) orienta ações coordenadas entre países para evitar a disseminação em larga escala.
Especialistas apontam que o surto está relacionado a mudanças climáticas extremas, que têm ampliado a atividade de insetos vetores do vírus devido a ondas de calor mais intensas na Europa.
As autoridades da Catalunha recomendam que os produtores fiquem atentos a sintomas suspeitos e notifiquem imediatamente os serviços veterinários caso identifiquem sinais da doença. (Foto: Autoridad Europea de Seguridad Alimentaria; Fonte: Galileu)

