A Havan negou que vá desembolsar R$ 235 milhões para patrocinar a cobertura da Copa do Mundo de 2026 em um canal de televisão. Em nota oficial, a empresa afirmou que o valor divulgado recentemente não é verdadeiro, embora tenha confirmado que participa do projeto como patrocinadora do evento esportivo na emissora.
De acordo com a companhia, a informação teria sido publicada de forma incorreta pelo jornal Folha de S.Paulo, que apontou um suposto investimento nesse montante para a transmissão da Copa.
A varejista, que mantém planos de expansão com a abertura de cerca de 200 novas lojas, sustenta que a cifra não reflete os termos reais do acordo. (continua)
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(segue) No comunicado, a Havan também relembra outros episódios envolvendo o jornal e o empresário Luciano Hang. A empresa afirma que já foi alvo de reportagens consideradas equivocadas no passado, citando como exemplo uma publicação de 2018 sobre supostos disparos de mensagens via WhatsApp durante o período eleitoral, que, segundo a nota, nunca teria sido corrigida.
A varejista destaca ainda que, há anos, não anuncia nos telejornais nacionais da emissora responsável pela transmissão, por discordar da linha editorial do jornalismo em âmbito nacional, e diz que pretende manter essa postura.
Ao mesmo tempo, explica que o patrocínio da Copa do Mundo está ligado exclusivamente ao alcance do futebol e à força do torneio junto ao público brasileiro.
Segundo a empresa, o valor atribuído ao patrocínio pode ter origem em referências da tabela comercial divulgada ao mercado publicitário para a Copa de 2026.
Nesse material, a emissora teria colocado à venda seis cotas de patrocínio na TV aberta, com preço de tabela em torno de R$ 235,4 milhões cada.
Esse tipo de pacote costuma ser classificado como “cota master” ou “cota de patrocínio” e inclui entregas como inserções durante as partidas e ações integradas ao conteúdo editorial.
No entanto, a Havan ressalta que, mesmo quando existe um preço cheio divulgado, o valor final geralmente sofre alterações em função de descontos e condições de negociação, como volume contratado, permutas, formatos e acordos comerciais.
Na nota, a empresa reforça sua posição: “A Havan esclarece que a informação publicada pela Folha de S.Paulo sobre o valor do patrocínio da empresa na cobertura da Copa do Mundo da TV Globo não condiz com a verdade.”
Em outro trecho, a companhia afirma: “Não é a primeira vez que a Folha divulga informações incorretas envolvendo a Havan e o empresário Luciano Hang. Agem dessa forma de maneira intencional, confiando que nada lhes acontecerá, como ocorreu em 2018, quando o jornal acusou o empresário de realizar disparos de mensagens via WhatsApp durante o período eleitoral, uma mentira da qual nunca se retrataram.”
A nota também ressalta a importância da apuração antes da divulgação de dados e conclui reafirmando sua posição em relação à emissora: “A Havan sempre foi transparente em suas posições. Há anos, a empresa não veicula publicidade nos telejornais nacionais da Rede Globo, por não compactuar com o jornalismo da emissora em nível nacional. E assim seguirá.”

