Votos no exterior garantiram vitória da direita na Colômbia

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, comemorou neste domingo o que definiu como o início de uma “nova era” para o país após vencer uma das eleições presidenciais mais disputadas da história colombiana. O candidato de direita superou por margem inferior a um ponto percentual o senador governista Iván Cepeda, encerrando uma disputa marcada por forte polarização política.

Advogado de 47 anos e sem trajetória política anterior, De la Espriella derrotou o candidato ligado ao governo do presidente Gustavo Petro em um momento de forte instabilidade no país, que enfrenta aumento da violência e desafios na segurança pública.

Um dos fatores decisivos para o resultado foi o desempenho do presidente eleito entre colombianos que vivem no exterior. Nesse grupo do eleitorado, De la Espriella recebeu 63,8% dos votos, abrindo uma vantagem de 177.809 votos sobre o adversário. A diferença representou parte significativa da margem final registrada na disputa.

Enquanto apoiadores comemoravam o resultado, manifestações foram registradas em cidades como Bogotá e Cali. Protestos reuniram milhares de pessoas, algumas delas contrárias a propostas defendidas pelo presidente eleito durante a campanha, especialmente nas áreas de segurança e ordem pública.

Segundo relatos de jornalistas presentes nos locais, alguns atos terminaram em confrontos entre manifestantes e forças policiais, em cenas que lembraram mobilizações ocorridas no país entre 2019 e 2021.

A contagem preliminar apontou vitória de De la Espriella com 49,6% dos votos, contra 48,7% de Iván Cepeda.

O resultado também provocou reações entre líderes políticos latino-americanos alinhados à direita. O presidente argentino Javier Milei afirmou que os eleitores colombianos escolheram “o caminho da liberdade econômica, da prosperidade e da segurança implacável”.

Em publicação nas redes sociais, Milei escreveu ainda que “a liberdade avança em toda a América Latina e já não há volta atrás”, acrescentando que “o Leão e o Tigre rugem na América Latina”, em referência aos apelidos associados aos dois líderes.

Outros nomes da região também se manifestaram, entre eles Daniel Noboa, do Equador, José Antonio Kast, do Chile, José Raúl Mulino, do Panamá, e María Corina Machado, liderança da oposição venezuelana, que demonstraram apoio ou expectativa positiva em relação ao novo governo colombiano.

Ao longo da campanha, De la Espriella adotou discursos favoráveis ao fortalecimento das forças de segurança, ao incentivo ao setor empresarial e à aproximação com os Estados Unidos, posicionamentos comparados por analistas aos de líderes como Nayib Bukele e Javier Milei.

Apesar da vitória, o presidente eleito também acumula críticas por declarações consideradas controversas e por sua atuação profissional anterior como advogado de figuras ligadas a grupos paramilitares e ao narcotráfico. E mais: OAB vai à Justiça para libertar Deolane. Clique AQUI para ver. (Foto: redes sociais; Fonte: O Globo)

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