A Diocese de Jundiaí (SP) anunciou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva após sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio 10, grupo conservador que está em situação de cisma com o Vaticano. A decisão foi comunicada na sexta-feira (7) pelo bispo Arnaldo Carvalheiro Neto.
Em nota oficial, o bispo afirmou que a fraternidade realizou a ordenação de quatro bispos sem autorização do papa Leão 14, em 1º de julho. Segundo a Diocese, o ato ocorreu “em desobediência aberta à vontade do Santo Padre” e resultou na declaração formal de cisma e excomunhão por parte do Vaticano.
A Diocese afirma que a situação do padre decorre diretamente de sua vinculação ao grupo. “O Rev.mo. Pe. Rodrigo de Oliveira da Silva, por sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio 10, encontra-se, em razão dos atos acima referidos, em situação de cisma e de excomunhão, assim como todos os ministros sagrados vinculados à mesma fraternidade”, diz o comunicado.
Com a medida, a Diocese considera irregulares os atos religiosos realizados pelo sacerdote, incluindo celebrações de sacramentos como confissões e matrimônios.
O bispo também fez um alerta aos fiéis que eventualmente participem das atividades promovidas pelo padre. De acordo com a nota, leigos que aderirem formalmente à fraternidade também poderão ser considerados em situação de cisma e excomunhão.
“As celebrações litúrgicas, as atividades de cunho pastoral, as iniciativas formativas e quaisquer outros atos realizados no espaço de culto coordenado pelo Rev.mo. Padre Rodrigo de Oliveira da Silva são irregulares. Os fiéis devem evitá-los terminantemente, dada a gravidade do risco de aderência progressiva ao cisma e à excomunhão”, afirmou Carvalheiro Neto.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio 10, por sua vez, apresenta como principal objetivo a formação de sacerdotes a partir de práticas tradicionais da Igreja Católica.
Entre os princípios defendidos pelo grupo estão a celebração da missa segundo o rito tradicional, a pregação da doutrina católica, a administração dos sacramentos e a formação baseada na oração e na vida comunitária.
A fraternidade também defende o uso do latim nas celebrações e se opõe às mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano 2º, nos anos 1960, em relação a outras religiões e denominações cristãs.
Embora seus integrantes reconheçam o papa como autoridade legítima da Igreja Católica, o grupo afirma viver atualmente em um chamado “estado de necessidade” espiritual. A posição é utilizada pela fraternidade para justificar sua atuação mesmo diante do conflito com as autoridades do Vaticano. (Foto: redes sociais; Fonte: Poder360)

