O governo da Venezuela assinou, nessa segunda-feira (15), um memorando de entendimento com a subsidiária local do conglomerado norte-americano General Electric, para acelerar a recuperação do sistema elétrico nacional, duramente afetado por anos de instabilidade e apagões recorrentes.
O anúncio foi exibido pela TV estatal e confirmado pela líder interina Delcy Rodríguez durante evento no Palácio de Miraflores.
Segundo ela, o objetivo inicial é ampliar a capacidade energética do país em cerca de 1.000 megawatts nos primeiros 24 meses, com a meta de alcançar mais de 5.000 megawatts em até quatro anos.
“Este é um passo histórico para a Venezuela, que nos permite restaurar um serviço tão essencial para a vida de um país quanto o fornecimento de energia elétrica”, declarou Rodríguez ao lado de Eric Gray, representante da divisão de energia da GE Vernova.
A dirigente afirmou ainda que já orientou suas equipes a transformar o memorando em contrato formal o mais rápido possível, para que os trabalhos técnicos possam começar.
No entanto, não foram divulgados detalhes sobre valores envolvidos no acordo.
A parceria ocorre em meio a uma crise prolongada no setor elétrico venezuelano, vítima de décadas de governos socialistas.
Uma pesquisa da Encovi indica que a grande maioria dos lares do país sofre interrupções de energia, sendo que uma parcela significativa enfrenta cortes diários que podem durar várias horas.
O sistema elétrico venezuelano foi nacionalizado em 2007, durante o governo socialista de Hugo Chávez, com a criação da Corporação Elétrica Nacional.
Desde então, o país tem enfrentado dificuldades estruturais para manter a estabilidade da rede, agravadas por falta de investimentos e expansão insuficiente da capacidade de geração.
Antes disso, a Venezuela operava com uma estrutura mais descentralizada e produzia cerca de 20 GW, enquanto consumia aproximadamente 12 GW, segundo dados históricos citados por autoridades.
Agora, com o novo acordo, o governo tenta atrair tecnologia e investimentos estrangeiros para tentar estabilizar o fornecimento de energia, considerado um dos principais gargalos da economia e da vida cotidiana no país. E mais: PGR também diz “não” a Vorcaro. Clique AQUI para ver. (Foto: IA; Fonte: Folha de SP)
