O Ministério Público de São Paulo apresentou nessa quinta-feira (22) um novo pedido de prisão contra Sidney Oliveira, fundador da rede Ultrafarma. O motivo foi o não pagamento da fiança estipulada em R$ 25 milhões.
Enquanto isso, a defesa de Mario Otavio Gomes, diretor da Fast Shop, conseguiu suspender o mesmo valor de fiança após decisão favorável da 11ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Já o pleito de Oliveira, que buscava o mesmo benefício, foi rejeitado na segunda-feira (19). Segundo o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, a manutenção da fiança se justifica “pela gravidade do caso”.
Na semana passada, a Justiça paulista havia autorizado a soltura de Oliveira e de Gomes, após parecer do Ministério Público. Ambos são investigados por envolvimento em um suposto esquema de corrupção envolvendo grandes varejistas.
O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, considerado o principal articulador do esquema, teve a prisão temporária transformada em preventiva. A decisão foi fundamentada em provas como uma carta encontrada em sua residência, segundo revelou a Folha de S.Paulo. Outro auditor citado na investigação, Marcelo de Almeida Gouveia, continua preso.
Já Tatiane de Conceição Lopes, suspeita de auxiliar na lavagem de dinheiro, teve a prisão convertida em domiciliar. Seu marido, Celso Éder Gonzaga de Araújo, segue detido. Na casa do casal, os investigadores encontraram mais de R$ 1 milhão em espécie e sacos com pedras preciosas.
De acordo com o MP-SP, o esquema só funcionava devido ao controle exercido por Artur Neto sobre os procedimentos fiscais. “Ele tinha todo o domínio sobre o processo”, destacou o órgão.
O auditor auxiliava empresas a obter ressarcimentos de valores de forma ilícita. Embora toda companhia contribuinte tenha direito a esse tipo de devolução, a promotoria ressalta que “o procedimento é muito complexo”. Estima-se que os auditores tenham movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas. (Foto: divulgação; Fonte: UOL)

